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Cotidiano
política

Reta final do impeachment: Entenda a participação da bancada do AM no processo

Seis deputados pelo Amazonas já declararam voto pelo impeachment. Alfredo Nascimento (PR) e Hissa Abrahão (PDT) só vão revelar voto amanhã. Desfecho dependerá dos indecisos 16/04/2016 às 11:45
Show rotta
Marcos Rotta seguirá orientação do PMDB e votará a favor do impeachment (Foto: Reprodução)
Antônio Paulo BRASÍLIA (SUCURSAL)

Somente dois deputados federais do Estado do Amazonas estão na lista dos 249 inscritos para discursar hoje, a partir das 11h, no plenário da Câmara, sobre o processo de impeachment. Entre os que vão falar a favor da abertura do processo, o deputado Arthur Bisneto (PSDB) é o trigésimo oitavo e o deputado Átila Lins (PSD) será o 75º. Não há deputado amazonense entre os 79 oradores que vão defender o governo.

Entre os oito deputados federais da bancada, seis já declararam voto “sim”. Além de Arthur Bisneto e Átila, também vão votar favorável os deputados Pauderney Avelino (DEM), Conceição Sampaio (PP), Silas Câmara (PRB) e Marcos Rotta (PMDB). Alfredo Nascimento (PR) e Hissa Abrahão (PDT) dizem que só vão revelar o voto amanhã, na hora que forem chamados pelo presidente Eduardo Cunha.

Envolvido em um processo permanente de reuniões do PMDB, desde que o partido deixou a base do governo e decidiu pelo voto favorável ao impeachment, o deputado Marcos Rotta diz que mais de 90% da bancada de 67 parlamentares vão votar pelo afastamento da presidente, mas lembra que o partido não vai punir quem não seguir a orientação.

Rotta diz que não vai mudar de posição, embora o presidente da legenda no Amazonas, senador licenciado e ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, seja contrário ao impeachment. “A denúncia e todos os pareceres de juristas apontam para o cometimento de crime de responsabilidade da presidente da República”, disse Marcos Rotta.

Eleições

Questionado se a decisão de votar a favor do impeachment não vai interferir no projeto dele de se candidatar a prefeito de Manaus, nas eleições deste ano, já que a posição contraria a do líder político dele (Eduardo Braga), Rotta disse que em nenhum momento o senador-ministro conversou com ele ou pediu para que votasse contra o impeachment.

“Ele nunca se intrometeu em qualquer posição minha no Parlamento, nos meus votos e projetos, então, não seria agora, nesse momento delicado e inerente à minha parlamentar que o Eduardo iria fazê-lo. Sobre eleições e projetos futuros no Estado, vamos conversar depois”.