Publicidade
Cotidiano
Notícias

Reunião entre empresários do setor de duas rodas discute problemas na ZFM

Alessandro Teixeira, do MDIC, levantará informações sobre situação difícil por que passa setor de duas rodas na ZFM 29/06/2012 às 07:16
Show 1
Alessandro Teixeira (centro) veio a Manaus, mais uma vez, representando o ministro Fernando Pimentel, do MDIC
Renata Magnenti Manaus

O secretário executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Alessandro Teixeira, disse, nesta quinta-feira (28) em coletiva de imprensa, que ainda precisa conhecer as dificuldades vividas pelas empresas do setor de duas rodas instaladas na Zona Franca de Manaus, para então encaminhar essa questão no âmbito do ministério. O setor tem dado sinais de que as coisas não vão bem desde o início do ano.

Alessandro participou da reunião do Conselho de Administração da Suframa (CAS), que apreciou e aprovou 50 projetos - 22 de implantação e 28 de ampliação, atualização e diversificação -, totalizando US$  1,18 bilhão e possibilidade de geração de até 1.359 postos de trabalhos, em três anos.

Ele, o superintendente da Suframa, Thomaz Nogueira e representantes da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo) se reúnem hoje para discutir a realidade do setor.

“Temos conversado com o Governo Federal há pelo menos um mês. Falta crédito e oferta de financiamento”, avaliou o diretor da Abraciclo, Paulo Takeuchi.

Alessandro disse que precisa entender melhor qual é a dificuldade que atinge o setor de duas rodas, se é a falta de linha de crédito mesmo ou se é o endividamento da população brasileira.

“Depois dessa conversa, poderemos estruturar um plano. O Governo Federal vem tentando fazer a defesa da Zona Fraca e não quer que este setor, em especial, se sinta constrangido”.

Quarta-feira, o Governo Federal divulgou o novo pacote de estímulo econômico, o PAC Equipamentos. Entre as medidas está a aquisição de 500 motocicletas produzidas no PIM, que deve corresponder ao valor de pouco mais de R$ 22 milhões.

Thomaz Nogueira avaliou ainda que a crise do setor de duas rodas não tem gerado tantas demissões como as empresas, entre elas Honda e Yamaha, vêm divulgando. Há duas semanas, a Yamaha, por exemplo, demitiu cerca de 35 trabalhadores, incluindo quatro que ocupavam cargo de chefia.

“Se olharmos as estatísticas, as demissões são discretas e estamos observando esse movimento. E não se pode dizer que a crise é na Zona Franca de Manaus, mas sim no modelo de negócio e isso iria acontecer se a Zona Franca estivesse instalada em Recife, São Paulo ou Rio Grande do Sul. É um problema econômico que atinge todo o mundo”, detalhou Nogueira.

A expectativa do Governo Federal é que no segundo semestre haja um aquecimento sazonal nos setores de duas rodas e eletroeletrônico, minizando os problemas do PIM.

CAS sugere PPB para TV de Led
Entre os projetos aprovados, ontem está o de diversificação da LG Eletrônics que passará a produzir televisor em cores com tecnologia led. Os conselheiros do CAS sugeriram que o MDIC estude a criação de um Processo Produto Básico (PPB) específico para este tipo de produto no PIM.

Ainda na reunião, o gestor governamental do Ministério do Planejamento, Rafael de Aguiar, informou que no próximo mês encaminha para a Casa Civil o projeto de lei do que torna o Centro de Biotecnologia da Amazônia (CBA) com independência jurídica e como empresa mista podendo receber investimento de empresas privadas. O CBA foi criado para ser um importante centro de produção tecnológica.

CAS
Os 50 projetos - 22 de implantação e 28 de ampliação, atualização e diversificação - avaliados pelos conselheiros da Suframa foram aprovados. Entre os de implatação, a Cal comp projeta investimentos fixos de US$ 224,9 milhões.