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Cotidiano
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Risco maior está nas alturas

Especialistas questionam segurança de prédios com mais de dez andares, onde escada do Corpo de Bombeiros não alcança 03/02/2013 às 09:44
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De acordo com o comandante do Corpo de Bombeiros, Antônio Dias, a escada 'magirus' de combate a incêndio alcança apenas o sétimo andar de edifícios, deixando pavimentos acima sem proteção
Náferson Cruz Manaus

A falta de um efetivo bem treinado e capacitado, equipamentos modernos e avançados de proteção resultou no fechamento de 66 casas noturnas e bares em Manaus. Outros locais, como escolas e prédios públicos e privados, também esbarram nas legislações de prevenção e combate a incêndios, expondo os funcionários e o público aos riscos dessa natureza.

O exemplo mais fulgente do descaso está no crescimento imobiliário em Manaus onde, segundo o Sindicato da Construção Civil (Sinduscon), atuam mais de 2 mil empresas. Hoje, são mais de 600 empreendimentos em construção, a maioria prédios com mais de dez andares. Mas, que problema há nisso? É que as escadas “magirus” do Corpo de Bombeiros Militar podem alcançar apenas a altura de sete andares, deixando os que estão acima em situação de risco.

Não bastasse a falta de infraestrutura do Corpo de Bombeiros, são poucos os prédios em Manaus que fazem simulação e treinamento dos moradores, sobre como agir em casos de emergências, como incêndios. Outros “desafios” para quem mora em edifícios é manusear os equipamentos de segurança, como extintores e mangueiras, especialmente onde não há brigada, que é a maioria dos casos.

O comandante do Corpo de Bombeiros, Antônio Dias, rechaçou o posicionamento de especialistas, de que a corporação tem infraestrutura inadequada, e reconheceu que as escadas chegam só até o sétimo andar, mas afirmou que a instituição conta com especialistas em salvamento em pontos altos e o apoio de helicópteros da Marinha e da Polícia Militar. “Os novos prédios em Manaus têm sistema moderno de segurança, com escadas internas, lâmpadas de emergência, detectores de fumaça, sinalização e alarmes, além de materiais retardantes e brigadistas”.

(A íntegra deste conteúdo está disponível para assinantes digitais ou na versão impressa).

*A partir desta segunda-feira (4), o programa A Crítica na TV, da TV A Crítica, apresenta uma série de reportagens sobre a atuação, estrutura e problemas nas ações de combate a incêndios em Manaus. Em A CRÍTICA, reportagem especial trará segunda (4) e terça-feira (5) outros detalhes da falta de estrutura para casos de grandes tragédias.