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Rombo de R$ 33 milhões no orçamento municipal da gestão de Amazonino é confirmado no AM

Esse é o saldo da perda registrada pela Manausprev por conta de aplicações em bancos de pequeno porte que quebraram 15/12/2012 às 12:39
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Sede da Manausprev, na rua Jutaí, bairro Nossa Sª das Graças
Rosiene Carvalho ---

A primeira confirmação do déficit no orçamento municipal da gestão de Amazonino Mendes (PDT) na Prefeitura de Manaus vem do Fundo Único de Previdência do Município de Manaus (Manausprev). A atual gestão da Manausprev vai deixar o órgão com um rombo de, pelo menos, R$ 33,2 milhões, de acordo com dados disponíveis no site do Ministério da Previdência Social.

O valor perdido em aplicações financeiras é equivalente ao necessário à construção de duas escolas de tempo integral, de três andares, com quadra poliesportiva, piscina coberta semiolímpica, laboratórios de ciências e informática, 24 salas de aula com capacidade para mil alunos.

O dinheiro também daria para construir 9,5 escolas padrão, com 12 salas de aula, quadras poliesportivas e ambientes administrativos. Para se ter ideia do tamanho da perda, em 2012, o Governo do Estado gastou com a merenda escolar dos estudantes matriculados na rede estadual de ensino (são 530 mi), R$ 31,3 milhões, valor menor do que o perdido pela Manausprev.

A CRÍTICA apurou que o rombo que será deixado pela diretora-presidente da Manausprev, Danielle Leite, pode ser ainda maior e chegar a R$ 38 milhões. No extrato demonstrativo do exercício fiscal dos meses de setembro e outubro, disponibilizado pelo Ministério da Previdência na Internet, a Manausprev fechou com  R$ 33,251 milhões relativo a Receitas de Aplicação de Recursos. Ou seja, registrou clara perda de patrimônio financeiro mesmo com receitas que entraram no período. E são justamente essas receitas que impediram que o valor registrado fosse maior.

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