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Cotidiano
SAÚDE

Atenção: saiba quais são os perigos das crianças andarem na ponta dos pés

Andar nessa posição apenas com um lado dos pés por volta dos 18 meses até os dois anos de idade é necessário uma avaliação com o especialista o mais rápido possível 18/03/2018 às 15:29
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Foto: Reprodução
Mayrlla Motta Manaus (AM)

Uma das maiores queixas nos consultórios ortopédicos pediátricos é a marcha equina. Conhecida também como uma condição em que a criança anda na ponta dos pés, o problema é causado pela imaturidade do sistema nervoso central, principalmente quando os pequenos estão começando a caminhar. 

De acordo com o médico especialista em ortopedia e traumatologia pelo Hospital das Clínicas de São Paulo, Medre Henrique, o problema na maioria das vezes é bilateral e temporário. “Isto acontece no início da vida, devido uma falta de coordenação motora para caminhar igual ao adulto. Devido não apresentar o controle fino dos movimentos, a criança começa a caminhar na maior parte do tempo na ponta dos pés e só coloca o calcanhar no chão quando está parada ou quando algum familiar chama a sua atenção”, explica. 

Mas quando os pais devem atentar para algo mais grave? Segundo o médico, se o problema for apenas por falta de coordenação motora ele a deve ser normalizado até os cinco anos de idade. “Caso permaneça após esta idade, os pais devem procurar um ortopedista pediátrico para uma avaliação”, pontua. 

Em outros casos, como andar nessa posição apenas com um lado dos pés por volta dos 18 meses até os dois anos de idade é necessário uma avaliação com o especialista o mais breve possível, pois pode se tratar de uma doença neuromuscular. 

“Outras causas frequentes  são as doenças neuromusculares, onde nós podemos descartar paralisia cerebral. Uma característica importante desta doença é sua apresentação na sua maioria unilateral, de característica progressiva, onde no exame físico encontra-se encurtamento muscular,ocasionando uma deformidade rígida, necessitando de tratamento específico”.

TRATAMENTO

Segundo a fisioterapeuta neurofuncional Jamily Oliveira, o diagnóstico pode ser feito também por um neuropediatra, e em seguida a criança é encaminhada para a fisioterapia. “O plano de tratamento é individual e segue conforme as necessidades e condições do paciente. Por isso, é de tamanha importância o diagnóstico precoce”, enfatiza.

Nesse período são realizados exercícios de mobilização. “Onde o fisioterapeuta posiciona de adução e plantiflexão, ou seja tenta posicionar corretamente o ângulo do pé. Geralmente a criança está deitada. Por quê? Porque assim, eu consigo alongar o tendão que pode estar encurtado ou com aumento de tensão. Em seguida, realizo séries de exercícios de alongamentos do tibial posterior. Exercícios de descarga de pé para tentar fixar o calcanhar no chão”, complementa.

Segundo a fisioterapeuta as sequências do tratamento infantil não são enfadonhas, logo as sessões têm sempre um atrativo para os pequenos. “Como brinquedos, música ou desenhos, para que a fisioterapia seja um momento mais aceitável”, disse. 

A fisioterapeuta reforça a importância dos pais procurarem um profissional habilitado para o tratamento. “Para que seja feito uma avaliação detalhada para só assim poder gerar um plano de tratamento adequado, pois para cada paciente exige-se um tratamento individualizado”, finaliza. 

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