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Salários atrasados de servidores públicos são atualizados no interior do AM

Em um período de 30 dias salários atrasados de dois meses foram pagos e a programação dos próximos pagamentos divulgada 27/04/2012 às 23:07
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Toten de calendário, na entrada de uma agência bancária, contendo as datas de pagamento dos servidores
acritica.com Manaus

Calendários com as datas de pagamento do funcionalismo público foram distribuídos nesta sexta-feira (27), aos funcionários públicos do município de Coari – localizado a 370 quilômetros de Manaus -, pela prefeitura, que também encerrou o pagamento dos sete mil servidores do município, bem como dos aposentados. O pagamento iniciou na última quarta-feira (25).

Este é o segundo pagamento de salários do funcionalismo público num período de menos de trinta dias. Os salários de março foram pagos no dia 10 de abril e, com este novo pagamento da folha de servidores de abril, os salários ficam atualizados.

“Infelizmente, isso só está sendo possível após dois anos de administração, porque tivemos primeiro que sanear as contas públicas em Coari, dissolver uma dívida de mais de R$ 50 milhões, provocada por atraso de três meses de salário destes mesmos servidores”, explica o prefeito da cidade, Arnaldo Mitouso.

Ele chama a atenção para o fato de que o não pagamento de impostos federais, o que impedia a celebração de convênios e trazia prejuízos para setores da administração como educação e saúde e ainda bloqueios judiciais, com sequestro de recursos das contas da Prefeitura, desde o início do ano passado, também contribuíram para o atraso no pagamento dos servidores.

Além da distribuição dos calendários aos funcionários públicos, nas entradas das agências bancárias da cidade, também foram disponibilizados totens de calendários com as datas do pagamento dos servidores públicos, mês a mês.

O prefeito também destacou outra ação que regulariza a situação funcional dos servidores do município. A recuperação do Fundo de Previdência do Servidor, o Coari-Previ, que já ultrapassou R$ 1 milhão de investimentos.

“Quando assumimos, o fundo de previdência estava zerado. Havia o desconto do contra-cheque do servidor, mas não repassavam para a previdência. Isso retirou do servidor o direito à aposentadoria”, observa.

Além da falta de recursos e das dívidas, conforme Mitouso, para regularização da folha de pagamento do servidor, foi necessário fazer um recadastramento de servidores públicos que levou meses, demitindo funcionários fantasmas, que recebiam em Coari, mas não se conseguiu nem identificá-los, nem encontrá-los em qualquer setor da Prefeitura, reduzir gratificações e vantagens ilegais e acabar com cargos, como por exemplo, os de assessores especiais do gabinete do prefeito, função que existia em administrações anteriores, com salários acida de R$ 8 mil, e conseguiu identificar nem qual atividade profissional exerciam.

“Ao entrarmos na Prefeitura não sabíamos nem quantos funcionários públicos tinham, nem quem eram e quanto recebiam já que os HDs de computadores foram levados e não havia qualquer informação sobre pagamento do funcionalismo público”, comenta.