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Saúde: Pneumonia exige atenção de Organização Mundial

Em 2012 a OMS alertou a necessidade de os governos priorizarem os trabalhos de prevenção para reduzir as mortes rápidas provocadas pela doença 26/12/2012 às 08:09
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A pneumonia é um problema respiratório que evolui muito rapidamente e pode levar o paciente a morte. Essa situação levou a Organização Mundial de Saúde a lançar um alerta aos governos
Carolina Silva ---

Segundo o Ministério da Saúde, a pneumonia é responsável por altas taxas de internações e mortalidade, especialmente entre crianças menores de cinco anos. Para a Organização Mundial da Saúde (OMS), a doença chega a ser responsável por 18% do total de mortes nessa faixa etária. A organização aponta ainda que mais de 99% dos óbitos provocados pela pneumonia são registrados em países em desenvolvimento.

Este ano a OMS alertou a necessidade de os governos priorizarem os trabalhos de prevenção para reduzir as mortes provocadas pela doença. “Mais esforços precisam ser feitos em investimentos na proteção, na prevenção e no tratamento de crianças contra as duas maiores causas de mortalidade infantil – a pneumonia e a diarreia”, destacou a OMS.

A pneumonia é um problema respiratório em que há infecção nos pulmões e pode ser tratada por meio de antibióticos. Mas, apenas 30% das crianças infectadas recebem o tratamento adequado, aponta a organização.

Os sinais e sintomas da doença incluem tosse, febre, calafrios, falta de ar, dor no peito quando se respira fundo, vômitos, perda de apetite e dores pelo corpo. A febre da pneumonia é geralmente alta e é muito comum a pneumonia surgir como complicação de uma simples gripe.

Confusão

Muitas vezes o paciente acaba atribuindo seus sintomas de pneumonia à gripe, demorando a procurar ajuda médica. Especialistas alertam que é preciso ter atenção a quadros de gripe que não melhoram, ou até pioram progressivamente, principalmente se o paciente for criança ou muito idoso e não cuidar rapidamente.

“É uma doença que tem aspectos de atuação variado, ou seja, pode ser benigna ou muito grave. Por isso a pneumonia merece atenção e a pessoa doente precisa de orientação médica. A automedicação, por exemplo, pode agravar a doença”, destacou o pneumologista Edson Andrade, presidente da Associação de Pneumologia e Cirurgia Torácica.

A pneumonia é classificada de acordo com o agente que causa a doença, uma delas é a Pneumonia Adquirida na Comunidade (PAC), que se refere à doença adquirida fora do ambiente hospitalar ou de unidades de atenção à saúde ou, ainda, que se manifesta em até 48 horas da admissão hospitalar.

“Essa é uma pneumonia mais simples, benigna. É a mais frequente. A pessoa está bem, pega um resfriado, fica com a imunidade baixa e desenvolve uma pneumonia. Na maioria dos casos esse tipo é possível de ser tratado em casa, com remédio via oral de 7 a 14 dias. E é comum em criança muito pequena e pessoas muito idosas”, explicou pneumologista Edson Andrade.

Outra variante

O Ministério da Saúde revela que, em geral, entre 0,4 a 1,1% dos pacientes internados desenvolvem Pneumonia Adquirida no Hospital (PAH), sendo esta a segunda causa de infecção em pacientes hospitalizados no Brasil. “O hospital é um local que se concentra doença. Porém, quando o paciente contrai pneumonia dentro desse ambiente, a bactéria responsável não é igual a que ataca o indivíduo em casa. Neste caso específico, é uma bactéria que foi criada. É um outro tipo de germe, não só do tipo do germe e com características biológicas diferentes porque foi exposto a antibióticos e adquirem mecanismos de fazer frente a esses antibióticos”, acrescentou Edson Andrade.

Diferenças devem ser observadas

Muitos pacientes que apresentam um quadro de tosse e expectoração confundem a pneumonia com tuberculose. A diferença está no tempo de evolução da doença.

A pneumonia é um quadro agudo que evolui em horas.

A tuberculose se apresenta como um quadro mais arrastado, com os sintomas piorando gradativamente.

O diagnóstico da pneumonia é feito normalmente com exame físico e uma radiografia de tórax.

Segundo a OMS, nas últimas décadas, o número de pneumonia em pacientes imunocomprometidos  (HIC) tem aumentado e ocorre, na maioria das vezes, em pacientes com a Síndrome de Imunodeficiência Adquirida (Aids).