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Secretaria de Estado para os Povos Indígenas completa três anos no AM

A meta do “Comitê Gestor Indígena”, que foi instalado em julho do ano passado e é formado por 52 instituições parceiras, entre as quais a própria Seind, é trabalhar essas ações dentro de quatro anos, mas com visibilidade até 2022 08/09/2012 às 10:52
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Secretário Bonifácio José está à frente da Seind desde o final de março de 2010
Acritica.com ---

A Secretaria de Estado para os Povos Indígenas (Seind) completa três anos neste sábado (8) e contabiliza os avanços alcançados no período. O principal deles é a formulação de ações que garantam a autonomia, o etnodesenvolvimento e a sustentabilidade de 64 povos, que já são executadas por meio do Plano de Atuação Integrada entre o Governo do Amazonas e a Fundação Nacional do Índio (Funai).

A meta do “Comitê Gestor Indígena”, que foi instalado em julho do ano passado e é formado por 52 instituições parceiras, entre as quais a própria Seind, é trabalhar essas ações dentro de quatro anos, mas com visibilidade até 2022. Nesse sentido, o órgão precisou criar o seu próprio planejamento estratégico, com apoio da Cooperação Técnica GIZ, para dar mais agilidade às ações do Plano de Atuação Integrada.

O objetivo é proporcionar benefícios aos indígenas nas áreas de educação, saúde, meio ambiente, manejo de recursos naturais, pesquisa, esporte, cultura, infra-estrutura, fomento, desenvolvimento regional, entre outros. “O plano de trabalhado do comitê já foi aprovado pelas lideranças das organizações no final de 2011 e atende às aspirações das próprias comunidades indígenas”, destaca o titular da Seind, Bonifácio José Baniwa.  

A próxima grande ação do comitê é a realização da 3ª Conferência dos Pajés, prevista para novembro, em Manaus. Uma das propostas do evento, que foi realizado pela primeira vez em 2002, é possibilitar a troca de experiência entre conhecimento tradicional e científico.

A Seind foi criada pela Lei número 3.403, de 7 de julho de 2009 com base na política de etnodesenvolvimento, na qual os povos indígenas têm suas opiniões, aspirações e interesses respeitados. Em síntese, o processo de inclusão e participação é definido a partir dos próprios indígenas, que decidem sobre o seu destino histórico, com apoio técnico e financeiro do governo para cada tipo de projeto a ser desenvolvido.