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Secretaria de Estado para os Povos Indígenas realiza assembleia com Mundurukus e Sateré-Mawé

A assembleia tem a intenção de discutir cursos de interesse para os povos indigenas da terra Kwatá/Laranjeiras e ajudar as comunidades a se organizarem em associações para receberem crédito de financiamento. 21/09/2012 às 21:19
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Indigenas realizam assembléia
acritica.com Borba (AM)

Localizada no rio Canumã, no município de Borba (a 150 quilômetros de Manaus), a terra indígena Kwatá/Laranjal é mais uma das localidades do Estado que deverão receber cursos de capacitação em cooperativismo, associativismo e gestão, a partir de 2013. O objetivo é ajudar as comunidades indígenas daquela região do Amazonas a se organizar enquanto associação e realizar atividades que proporcionem benefícios dentro das próprias aldeias, com apoio técnico e financeiro do Governo do Estado.

A necessidade da realização dos cursos foi discutida esta semana com aproximadamente 100 indígenas, na aldeia Kwatá, durante a Assembleia Geral e Eletiva da União dos Povos Indígenas Munduruku e Sateré-Mawé (Upims).

Em parceria com a organização e outras instituições, a Secretaria de Estado para os Povos Indígenas (Seind) pretende proporcionar a realização dos cursos e possibilitar que os participantes tenham acesso a créditos e financiamentos, a exemplo do que já ocorre em outras comunidades indígenas.

“Participamos da assembleia em Borba como apoio ao fortalecimento da organização, mas entendemos que essa parceria com a nova coordenação deve seguir por esse caminho também”, justificou o secretário em exercício da Seind, José Mário Mura. “Ficaremos no aguardo do convite da nova diretoria para planejar, de forma conjunta, os cursos e outras demandas para aquela região”, informou.

Outro fator que pode ajudar para o sucesso dessa parceria é que a Seind tem intermediado e facilitado a vida dos indígenas em todo o Estado, junto ao Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Estado do Amazonas (Idam), para que obtenham a Declaração de Aptidão ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (DAP).

“Com esse documento, quem vive em Kwatá/Laranjal poderá trabalhar com pesca e agricultura, por exemplo, com créditos oferecidos pela Afeam e recursos do próprio FPS, que é o Fundo de Promoção Social”, destacou José Mário.