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Segmento madeireiro e vendedores de peixe lucram com a cheia no Amazonas

Nas feiras de Manaus, são os preços dos peixes miúdos como curimatã, jaraqui, pacu e sardinha que atraem os consumidores. Eles estão 50% mais barato. Entre as madeiras mais procuradas estão azimbre, copaíba, jacaré e piquiá 11/05/2012 às 07:37
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Comércio de madeiras usadas como passarelas em áreas alagadas de Manaus se aquece com a cheia
Renata Magnenti Manaus

Enquanto agricultores amargam prejuízos decorrentes da subida dos rios no Amazonas, empresários do setor madeireiro e “peixeiros” registram crescimento nos negócios.

O empresário Nadiro de Jesus, proprietário da Madeira Mato Grosso, por exemplo, vendeu nas últimas semanas mais de mil metros cúbicos de madeira para o Governo do Estado. “Nunca tinha vendido para atender a demanda da cheia. A procura está sendo grande”. De acordo com ele, o problema é que só possui mais 300 metros cúbicos de madeira no estoque e, devido ao Defeso, só se poderá cortar madeira depois do dia 15. Nadiro informou que faltará madeira em toda a cidade e disse que se precaveu comprando o produto de Roraima.

Entre as madeiras mais procuradas estão azimbre, copaíba, jacaré e piquiá. Na madeireira de Nadiro, a dúzia do azimbre custa em média R$ 160, no período da seca, o valor é reduzido para R$ 140. O mesmo produto e quantidade custa R$ 120 na Casa do Compensado, e na Center Norte R$ 148.

Aproveitando-se da cheia, beneficiados com o programa social instalados nos bairros da Raiz, Zona Sul, e na área da comunidade Bariri, antiga Matinha, estão comercializando as madeiras doadas pelo poder público. Eles vendem a dúzia de azimbre por R$ 100.

Pescado

Nas feiras de Manaus, são os preços dos peixes miúdos como curimatã, jaraqui, pacu e sardinha que atraem os consumidores. Eles estão 50% mais barato.

Na banca de Rogério Souza, na feira da Panair, dez unidades de jaraqui e pacu sai por R$ 10, no período de seca, sendo a mesma quantidade vendida normalmente por até R$ 20. “É mais fácil pescar estas espécies com o rio mais cheio, entretanto, peixes maiores não têm sofrido redução no preço”, detalhou.

O feirante Ednei Duarte Souza afirmou que a época é boa para guardar recursos, mas alertou que ninguém “enriquece”. “Com um lucro maior, compro eletrodomésticos para casa”.