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Cotidiano
Antimanicomial, manicômio, transtorno mental, Caps, psiquiatras

Sem Caps, tratamento está comprometido

No Dia de Luta Antimanicomial, especialistas aponta a carência e a precariedade de unidades de saúde na assistência às pessos com transtornos psíquicos 19/05/2012 às 14:12
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Os Caps foram criados para substituir hospitais psquiátricos e evitar internações
acritica.com Manaus

Os Caps foram criados para substituir hospitais psiquiátricos e evitar internações “Manaus não está preparada para atender toda a demanda de pacientes com transtornos mentais”. O desabafo do psicólogo Gibson Santos, diretor do Centro de Atenção Psicossocial (Caps) Silvério Tundis, reflete a carência e precariedade de unidades para dar assistência a pessoas com transtornos psíquicos na cidade.

A realidade foi apontada por Gibson durante o Dia de Luta Antimanicomial, celebrado ontem, dia 18 . Mas, para ele, não há muito a comemorar. Gibson conta que até o ano que vem deveriam ser construídos 12 Caps pela prefeitura, mas apenas três saíram do papel: o Silvério Tundis, estadual, e outros dois municipais.

Eles atendem uma demanda de aproximadamente 20 mil pacientes, além de pessoas do interior que vêm à capital em busca da ajuda. Só no Caps Silvério Tundis são atendidas diariamente 60 pessoas.

O Caps administrado por Gibson deveria funcionar 24 horas todos os dias da semana, mas devido à falta de profissionais opera apenas de 8h às 17h, de segunda a sexta-feira. O diretor explica que a unidade tem dois psiquiatras, quando deveria ter quatro, e quatro enfermeiros quando deveria ter seis. Segundo Gibson, cada zona de Manaus deveria ter, ao menos, de dois a três centros.

As unidades prevêem, além do foco nos transtornos psíquicos, o tratamento de dependentes químicos, explica a coordenadora da Associação de Redução de Danos do Amazonas (Ardam), Evalcilene Santos. “Quem é dependente dificilmente consegue assistência na cidade.” De acordo com Gibson, dos 62 municípios do Amazonas apenas 18 têm Caps funcionando mesmo que precariamente.