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Semmas recebe cerca de 20 denúncias por dia de poluição sonora produzida por vizinhos

A Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas) recebeu 448 denúncias relacionadas à poluição sonora somente no mês de janeiro 28/01/2013 às 09:14
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No bairro de Educandos, vizinhos reclamam do barulho produzido pelos bares localizados no calçadão do Amarelinho
Ana Celia Ossame ---

Só nos primeiros 23 dias deste janeiro, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas) recebeu 448 denúncias relacionadas à poluição sonora.  São quase 20 denúncias diárias de pessoas, cuja maioria pede socorro ao poder público por não suportar o barulho que vem da casa do vizinho altas horas da madrugada. Como esses números são sempre crescentes, a nova titular do órgão, a professora doutora Kátia Schweickardt, anuncia a proposta de conversar com o Comando da Polícia Militar para deixar exclusivamente com a polícia esses casos, ficando a Semmas com a poluição sonora configurada como ilícito ambiental. “Briga de vizinho com relação a som alto é caso de polícia”, afirma ela.

Das 448 denúncias, 133 foram contra residências, 77 contra bares, 24 conta igrejas, 12 contra lojas, 10 contra casas de show, oito contra carros, oito contra oficinas, seis lava jato, cinco empresas, quatro postos de gasolina e quatro eventos de rua, além de obras, distribuidoras, fábricas, metalúrgicas e casa de festa. Entre esses vizinhos do barulho, estão os moradores da área denominada Amarelinho, no Educandos, Zona Sul, porque vários bares funcionam no local e alguns contam com equipamentos potentes. “Há também os carros com som que só faltam quebrar as vidraças de tão alto que tocam”, disse um morador, que preferiu não se identificar.

No ano passado, a fiscalização da Semmas chegou a fechar três igrejas cujo som ultrapassava os 55 decibéis recomendados. Em setembro do mesmo ano, um homem foi morto no bairro Nova Vitória, Zona Leste, ao reagir contra a ação de policiais que atendiam denúncia contra o elevado volume do som na casa dele. 

MUDANÇAS

Ao avaliar esses números, Kátia Schweickardt, que é doutora em sociologia e antropologia, pretende desenvolver uma grande campanha para mudar a imagem da Semmas frente aos ilícitos. “Não temos fiscais em número suficiente para dar conta de uma cidade de quase dois milhões de habitantes, por isso queremos esclarecer que o nosso dever com a coisa pública é dever do Estado, mas no sentido ampliado”, afirmou ela, revelando que para o papel de polícia já existe uma força estabelecida atuando nos bairros frequentemente e que pode imediatamente agir para coibir o ilícito.

Em números

6.936 denúncias são as contas do barulho registradas pela Semmas de janeiro até o dia 15 de dezembro do ano passado, contra poluição sonora. Essa média vem se repetindo em todos os anos, sempre com os vizinhos sendo os campeões dos denunciados.

448 registros de crime ambiental por poluição sonora foram feitos na Semmas em 23 dias de janeiro. Destes, 133 casos diziam respeito a residências nas quais os proprietários ouviam músicas em volume acima do permitido.