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Cotidiano
impeachment no senado

Omar diz 'sim', Vanessa diz 'não' e Braga falta à sessão, por estar de licença médica

Confira o teor dos discursos dos senadores do Amazonas na sessão especial do impeachment 12/05/2016 às 00:21 - Atualizado em 12/05/2016 às 00:41
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Foto: Euzivaldo Queiroz/Arquivo AC
acritica.com Manaus (AM)

Dos três senadores pelo Amazonas, apenas dois discursaram na sessão especial do impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), que avançou na madrugada desta quinta-feira (12). A senadora Vanessa Grazziottin (PCdoB) foi a primeira a discursar, ainda na noite de quarta-feira (11). Por volta das 23h13, horário de Manaus, o senador Omar Aziz (PSD) subiu à tribuna. O peemdebista Eduardo Braga não foi à sessão porque está de licença médica e, mais cedo, justificou a ausência nas redes sociais.

VANESSA

Vanessa Grazziotin se posicionou de forma contrária à admissibilidade do processo de impedimento. Segundo a comunista, não há indícios "mínimos" de crime de responsabilidade cometido por Dilma. "Caso este plenário aprove processo, estaremos diante de afronta à Constituição, de um verdadeiro golpe parlamentar", disse. Ela defendeu a presidente Dilma, a chamando de "honesta e proba".

Para a senadora, o processo é fomentado "por uma elite inconformada com resultado das eleições de 2014" e deve ser barrado. "Senado deve negar esse processo falso, que não aponta nenhum crime; temos que parar aqui esse ataque à democracia, às mulheres e à juventude".

OMAR

Omar Aziz se posicionou de forma favorável ao prosseguimento do processo. O senador disse que afirmou que a presidente errou ao não falar a verdade para a população logo após a eleição de 2014. Na opinião dele, se a presidente tivesse sido honesta com a população sobre a situação financeira do país naquele momento, não estaria enfrentando toda essa crise neste momento. "O povo é bom, o povo é compreensivo, teria entendido", afirmou.

 

“Não acredito que isso estaria acontecendo se Dilma tivesse popularidade. Ela poderia estar pedalando a manhã toda”, disse, em referência às pedaladas fiscais. “O impedimento da presidente não começou com o Eduardo Cunha, mas logo após as eleições de 2014, quando este Senado cometeu uma irregularidade ao mudar a meta", pontuou o parlamentar.

EDUARDO

Eduardo Braga, que deixou o posto de ministro das Minas e Energia do governo Dilma no último dia 20, após um ano e três meses no cargo, e que nem chegou a reassumir o mandato no Senado, se manifestou no Facebook. Na rede, ele ressaltou que está de licença médica.