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Serviço de Tecnologia da informação cresce mais que o dobro do PIB

Crescimento no setor de Tecnologia da Informação (TI) foi superior ao Produto Interno Bruto (PIB) de todo o país, durante o segundo semestre do ano, de acordo com dados fornecidos pelo IBGE. 31/08/2012 às 19:18
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Serviço de Tecnologia da Informação gerou mais riqueza que o PIB no segundo semestre de 2012
acritica.com Manaus (AM)

O setor de serviços da informação apresentou novo crescimento no segundo trimestre de 2012, em comparação ao ano anterior, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (31) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. O aumento foi de 1%, mais que o dobro do PIB que fechou em 0,4%.

Atividades de destaques que tiveram crescimento nos três primeiros meses deste ano não conseguiram manter a trajetória e apresentaram retração. A indústria de transformação recuou 2,5% e a construção civil 0,7%.

O setor de serviços também foi o único que manteve taxas de crescimento positivas no primeiro semestre de 2012 em comparação com o mesmo período de 2011.

Segundo os dados do IBGE, enquanto a agropecuária recuou 3% e a indústria 1,2%, o segmento apresentou aumento de 1,5% no acumulado, acima do PIB nacional, que na ocasião ficou em 0,6%.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores de TI, Antonio Neto, considera que o índice comprova a consolidação do mercado interno de serviços e acredita que, com os programas de incentivo à economia que beneficiam setores como o de TI, o crescimento deverá ser ainda maior
no trimestre seguinte.

"O setor de serviços representa mais de 60% do PIB. Os dados do último levantamento do IBGE sobre o desemprego no país mostram que foi essa a área que mais empregou no mês de julho com 172 mil novas vagas", afirma. 

Neto ressalta ainda que o momento é ideal para aumentar os investimentos na área e valorizar o trabalhador.

"O defict da mão de obra ainda é um problema para o desenvolvimento do setor. Precisamos tornar a profissão de TI mais atraente para trazermos novos jovens para atingirmos nossa meta de estarmos entre as quatro maiores potências em TI nos próximos anos."