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Setor de eletroeletrônico cresce e anima fabricantes no AM

Crescimento tímido do setor estimula encomendas para o fim do ano, enquanto duas rodas cai 25% na produção 09/10/2012 às 08:41
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Vendas para o Natal esquentam setor
Renata Magnenti ---

O crescimento das fábricas do segmento eletroeletrônico na Zona Franca será tímido este ano, mas está sendo comemorado. É o caso do 1% estimado para os fabricantes de receptores de TV. Enquanto isso, o setor de duas rodas deve fechar o ano com queda na produção de 25%. Para o economista Martinho Azevedo o PIM só voltará a operar no azul no segundo semestre de 2013.

As linhas de produção das fábricas do segmento de eletroeletrônico estão a todo vapor para atender a demanda de final de ano. É devido ao aquecimento de alguns setores que o presidente do Sindicato da Indústria de Aparelhos Eletroeletrônicos e Similares de Manaus (Sinaees), Celso Piacentini, projeta crescimento.

Segundo ele, em volume de produtos, os receptores de TV terão crescimento de 1% este ano. No período de janeiro a julho, foram produzidos 8,1 milhões de unidades do produto. No mesmo período no ano passado, 7,1 milhões de unidades.

Os aparelhos são utilizados para transmitir o sinal de TV a cabo e via satélite. De acordo com a Anatel, o Brasil fechou agosto deste ano com mais de 15,1 milhões de domicílios com TV por assinatura. O crescimento representa uma evolução de 2,16% em relação a julho de 2012 e de 30% em comparação com agosto de 2011.

Seguido do receptor de TV, está as TVs LCD. De acordo com o Sinaees, de janeiro a julho do ano passado foram produzidos 5,3 milhões de unidades e este ano, no mesmo período, 6,7 milhões. Em terceiro lugar, está a produção de celular, que no mesmo período citado este ano produziu 15,1 milhões de unidades, frente a 14,5 milhões no ano passado.

No setor de duas rodas, o presidente do Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam), Wilson Périco, estima queda na produção de 25%. “Só conseguiremos ver o impacto na indústria em relação ao crédito ofertado pelos bancos no próximo ano”.

Os indicadores da Suframa apontam que os segmentos com maior faturamento até julho são: eletroeletrônico (R$ 7 bilhões), duas rodas (R$ 4,2 bilhões), químico (R$ 2,6 bilhões) e bens de informática (R$ 2 bilhões).