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Sindicato diz que médicos que aderem a greve no AM sofrem ameaça de demissão

De acordo com os médicos, eles estão sofrendo ameaça de demissão caso participem da greve deflagrada no último dia (16), uma vez que esses tipos de contratos de trabalho possibilitam a livre admissão e exoneração a qualquer momento 20/01/2012 às 22:15
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“Isso é ilegal. Ninguém pode sofrer ameaça de demissão por participar de greve. Por isso nós vamos ao Ministério Público do Trabalho, afirma o presidente do sindicato, Mario Vianna.
JOELMA MUNIZ Manaus

O Sindicato dos Médicos do Amazonas (Simeam) impetrou, nesta sexta-feira (20), uma ação no Ministério Público do Trabalho (MPT), da 11º Região solicitando investigação de supostas ameaças contra médicos temporários ligados ao governo do Estado e ao Executivo Municipal. Os médicos estariam sendo coagidos a não participar da greve, deflagrada pela categoria no último dia (16).

De acordo com os médicos, eles estão sofrendo ameaça de demissão caso participem da greve, uma vez que esses tipos de contratos de trabalho possibilitam a livre admissão e exoneração a qualquer momento.  “Isso é ilegal. Ninguém pode sofrer ameaça de demissão por participar de greve. Por isso nós vamos ao Ministério Público do Trabalho, afirma o presidente do sindicato, Mario Vianna.

A reportagem entrou em contato com a assessoria de imprensa da Secretaria de Estado de Saúde (Susam), que afirmou ainda não ter conhecimento da ação, já que a mesma foi impetrada pela manhã. “Acredito que o Ministério do Trabalho não teve tempo hábil para encaminhar alguma notificação à secretaria. Mas, a determinação do secretário da Susam, Wilson Alecrim, é que essa situação seja esclarecida o mais rápido possível”, ponderou a assessora de imprensa da Susam, Andrea Arruda.

Arruda disse ainda, que a secretaria quer que o Sindicato dos Médicos aponte onde e como estão acontecendo às ameaças.

Já a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) se pronunciou por meio de nota e informou que "a Semsa desconhece qualquer situação de ameaça aos profissionais da rede. E a respeito da paralisação dos médicos, a Secretaria Municipal de Saúde ressalta que a prioridade do órgão tem sido a adoção de medidas administrativas, dentro da legalidade, que visam assegurar o atendimento aos usuários das unidades de saúde, sobretudo naquelas áreas da cidade onde a cobertura da Atenção Básica ainda está sendo reforçada. A Semsa desconhece qualquer situação de ameaça aos profissionais da rede". 

Audiência Pública
O procurador-chefe do Ministério Público do Trabalho, Jeibson dos Santos, já marcou para a próxima segunda-feira (23), audiência entre o Comando de greve dos médicos e as Secretarias de saúde do Estado e do município para intermediar a negociação dos gestores públicos com a classe médica.

Reivindicações dos grevistas
Entre as reivindicações está a conclusão do enquadramento do Plano de Carreiras, Salários e Vencimentos (PCSV) da Secretaria de Estado de Saúde (Susam) e o reajuste dos pisos salariais do Estado e do Município.

A proposta da categoria é que os médicos que trabalham no Amazonas passem a ganhar o equivalente ao piso nacional, R$ 9.188,22 mensais por 20 horas/semanais.