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Cotidiano
CÂMARA

Só um dos oito deputados federais do AM vota ‘sim’ para STF processar Michel Temer

Sete parlamentares não anteciparam voto sobre pedido de autorização para que o Supremo processo Temer por corrupção passiva 01/08/2017 às 14:18 - Atualizado em 01/08/2017 às 14:23
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Foto: Divulgação
Antônio Paulo Brasília (DF)

A Câmara dos Deputados vota na próxima quarta-feira (2) o pedido de autorização para que o Supremo Tribunal Federal (STF) abra processo contra o presidente da República Michel Temer por crime de corrupção passiva. A denúncia é da Procuradoria-Geral da República (PGR) e obedece ao inciso I, do artigo 51, da Constituição Federal.

Para que o processo seja aberto, com a devida autorização constitucional, são necessários 342 votos a favor (dois terços). Neste caso, o presidente Temer só precisa garantir 172 votos contrários para arquivar a denúncia.

Levantamentos feitos por diversos veículos de imprensa, sites e blogs políticos não são unânimes em relação ao resultado porque a maioria dos aliados não está declarando os votos abertamente. Dois oito deputados federais do Amazonas, sete são base aliada e apenas um membro é da oposição, mas somente Hissa Abrahão (PDT-AM) declarou voto “sim” e justificou.

“Eu autorizo uma investigação contra mim, quanto mais contra um presidente que recebeu na calada da noite um empresário para tratar de crimes graves, como obstrução à Justiça, pagamento de propina entre outros delitos relatados por Joesley Batista. É preciso esclarecer todas essas questões”, declarou Hissa

Enquete do jornal Folha de S. Paulo mostra que o deputado federal Sabino Castelo Branco (PTB-AM) declarou voto “não” a favor de Temer em que pede o arquivamento do processo. Átila Lins (PSD-AM) e Pauderney Avelino (DEM) disseram que ainda “não sabem” de vão votar contra ou favor da abertura do processo.

É bom lembrar que Átila é amigo pessoal de Temer há mais de 30 anos e que tem participado de reuniões recorrentes no Palácio do Planalto onde estão sendo traçadas estratégias para livrar Temer da acusação e de seu afastamento do cargo, por 180 dias, caso seja autorizada a abertura do processo. Tende a votar “não”.

Já Pauderney Avelino também é aliado de primeira hora do governo Temer, mas é do mesmo partido do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), sucessor direto do presidente. Logo, o voto é uma incógnita.

Ao levantamento da Folha, os deputados federais Alfredo Nascimento (PR-AM) e Arthur Bisneto (PSDB-AM) disseram que “não iam se pronunciar” sobre o voto. E os deputados Silas Câmara (PRB-AM) e Conceição Sampaio (PP) não responderam à enquete do jornal paulista.

No total, 188 deputados disseram que vão votar “sim” pela abertura do processo, 95 declaradamente “não” (vão optar pelo arquivamento da denúncia), 133 disseram “não saber”, 61 não quiseram se pronunciar, 4 não vão votar (estarão ausentes na sessão) e 52 não responderam.