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Cotidiano
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Imunização das crianças e gestantes contra o H1N1 ainda está longe da meta no Amazonas

Até esse segunda (9) no Estado, 400.972 pessoas foram vacinadas, o que representa uma cobertura vacinal de 46% 10/05/2016 às 05:15 - Atualizado em 10/05/2016 às 20:04
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Maria Benedita levou a filha Nicolly Moura, de 11 meses, para ser imunizada pela primeira vez (Foto: Euzivaldo Queiroz)
Luana Carvalho Manaus (AM)

Embora a Campanha de Vacinação contra a Influenza tenha alcançado 80% dos idosos e indígenas, atingindo ainda a meta de 100% das pessoas com doenças crônicas até a última sexta-feira (6) em Manaus, quase 40%  das crianças de seis a cinco anos faltam ser imunizadas na capital, faltando duas semanas para o encerramento da campanha, no dia 20 de maio. 

Nos postos de vacinação, profissionais estão orientando os pais sobre a importância da imunização. Diretora da Policlínica Castelo Branco, no bairro Parque 10, na Zona Centro-Sul, Sandra Paes Leme, contou que a procura é grande por parte de idosos e pessoas com comorbidades. Porém, há dificuldade em atingir a meta de imunização das crianças, que dos seis meses até os cinco anos fazem parte do grupo prioritário. 

“No primeiro dia da campanha, o ‘Dia D’ (30 de abril) a procura foi muito grande. Nesta segunda semana está mais tranquilo, mas ainda assim a procura é contínua. Estamos esperando, principalmente, as crianças, que é a faixa que está mais por atingir”, explicou. 

O balanço parcial da campanha aponta que 400.972 pessoas já foram vacinadas em todo o Estado, o que representa uma cobertura vacinal de 46,14% até o momento, segundo a Secretaria de Estado de Saúde (Susam). Meta é imunizar 940 mil pessoas.

'Ranking na capital'

Dados divulgados pela Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) apontam que até a última sexta-feira 38.427 doses foram aplicadas em pessoas com comorbidades (103,11%); 97.800 doses em idosos (87,58%); e 450 doses em indígenas aldeados (84,43%), em Manaus.
 
Seguindo o ranking, as mulheres puérperas (até 45 dias após o parto) somaram 3.655 doses aplicadas (69,20%) e 31.885 imunizações para o grupo de trabalhadores da saúde (68,24%). Em penúltimo lugar, as crianças de seis meses a cinco anos incompletos, que totalizaram 106.827 doses aplicadas (65,39%); e, por último, as gestantes com 16.374 (50,96%).


A maior procura é por parte dos idosos. Ontem, na Policlínica Castelo Branco, a aposentada Adair da Silva Rodrigues, 75, aguardava para a imunização. Ela recebe a vacina há mais de 10 anos e conta que, para ela, a garantia de resultado é de 90%. “Nunca deixo de tomar. Nesses anos todos em que tomo, fiquei gripada pouquíssimas vezes. Tem anos que eu nem fico gripada. Por isso faço questão de me prevenir, até porque uma gripe na idade avançada dos idosos pode ocasionar graves sequelas”, relatou.

'Vacinada pela primeira vez'

A dona de casa Maria Benedita Vasconcellos, 35  deixou para levar a filha dela, Nicolly Moura, de 11 meses, na segunda semana da campanha. “Eu estava esperando ficar mais tranquilo, porque na primeira semana tinha muita gente”.

Esta é a primeira vez que a filha dela recebe a vacina. Ontem (9), por volta das 11h na Unidade Básica de Saúde (UBS) Lourenço Borghi, em Petrópolis, Zona Sul, Nicolly era a única criança que estava aguardando para ser imunizada. “Muitas mães tem medo das reações, mas eu acho  importante dar todas as vacinas necessárias em dia”, comentou.  
A transmissão dos vírus influenza ocorre por meio do contato com secreções das vias respiratórias eliminadas pela pessoa contaminada ao falar, tossir ou espirrar ou através das mãos ou objetos contaminados, quando em contato com mucosas.