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Subsecretário de obras de Coari é preso acusado de atentar contra a vida do prefeito

A assessoria do prefeito de Coari informou que, segundo a polícia, há indícios de que o subsecretário seja o mandante do crime. Porém, eles esbarram em algumas contradições, tais como a de que Pachola não teria poder aquisitivo para oferecer R$ 300 mil pela morte de Mitouso 06/01/2012 às 22:42
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O secretário adjunto de obras de Coari (a 363 quilômetros de Manaus), Francisco Alberto Pachola de Lima, cunhado do vice-prefeito do município, Railson Torres, foi preso, nesta sexta-feira
Ana Carolina Barbosa Manaus

O secretário adjunto de obras de Coari (a 363 quilômetros de Manaus), Francisco Alberto Pachola de Lima, cunhado do vice-prefeito do município, Railson Torres, foi preso, nesta sexta-feira (06/01), em cumprimento a uma série de mandados de prisão de suspeitos de atentar contra a vida do prefeito da localidade, Arnaldo Mitouso, 53, em outubro de 2011. Ao todo, seis mandados foram expedidos e cinco deles cumpridos, desde ontem. Francisco de Almeida, conhecido como “Cabeça”, segurança de Mitouso, está foragido.

A assessoria do prefeito de Coari informou que, segundo a polícia, há indícios de que o subsecretário seja o mandante do crime. Porém, eles esbarram em algumas contradições, tais como a de que Pachola não teria poder aquisitivo para oferecer R$ 300 mil pela morte de Mitouso.

O valor foi informado por George Alan Garcia, 33, o primeiro a ser detido ontem, pela Polícia Federal (PF), por tráfico de drogas, e que, segundo a assessoria do prefeito, é o pistoleiro que atirou contra Arnaldo Mitouso e o segurança dele, Celidônio Aires da Silva, 52, em Manaus, em 5 de outubro do ano passado eles retornavam para a casa do jantar. Ao ser detido pela PF, ele informou sobre a tentativa de homicídio contra o prefeito e entregou outros envolvidos. Pachola foi preso em Coari e chegou a Manaus por volta das 16h30, informou a assessoria da Polícia Civil.


Outros suspeitos presos ontem foram: o ex-policial militar José Francisco Mendonça Pereira, 37, como “Zeca”, que fazia a segurança de Mitouso há cerca de dois anos; George Alan Garcia, 33, cuja profissão não foi divulgada; o soldado da PM Raimundo Notanto Fernandes de Oliveira Júnior, 36, e Alessandro Freire Naranjo, 32. A polícia começará a colher os depoimentos dos suspeitos para analisas se trata-se de um crime político e quem foi o mandante. Entenda como ocorreu o atentado.