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Susam cria comitê de monitoramento para casos de microcefalia no Amazonas

Susam publicou portaria nomeando grupo de especialistas para ajudar a nortear as ações de prevenção à doença no AM 25/11/2015 às 08:40
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Portaria que criou o comitê de monitoramento da microcefalia no Amazonas foi assinada pelo secretário Pedro Elias de Souza
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O Comitê de Apoio ao Monitoramento, Prevenção e Controle dos casos de Microcefalia no Amazonas foi criado ontem pela Secretaria Estadual de Saúde (Susam), que ainda expediu duas notas técnicas, assinadas em conjunto com o município, contendo orientações a serem adotadas nas maternidades e no atendimento ao pré-natal, na atenção básica, a fim de prevenir, identificar e tratar a doença.

A criação do comitê está prevista em uma portaria, assinada ontem pelo secretário estadual de Saúde, Pedro Elias de Souza.

A microcefalia – uma má formação do crânio que pode deixar sequelas graves em recém-nascidos – também será um dos principais temas da Assembleia do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), da qual Pedro Elias participará hoje, em Brasília.

No dia 11 deste mês, em virtude do aumento expressivo dos casos da doença registrados este ano, no Nordeste, o Ministério da Saúde declarou situação de emergência em saúde pública de importância nacional. “Embora o aumento de casos da microcefalia esteja inicialmente concentrado em estados nordestinos, o assunto merece toda atenção dos gestores das demais regiões. O próprio Ministério não descarta que o surto da doença se espalhe pelo País, se comprovada a relação dos casos recentemente registrados com o Zika vírus”, ressaltou o secretário.

A preocupação se justifica pelo fato de que a transmissão do Zika vírus é feita pelo Aedes aegypti, que está presente em todas as regiões brasileiras e é o mesmo mosquito que funciona como vetor da dengue e da febre Chikungunya.

As funções do Comitê de Apoio criado pela Susam para o monitoramento da microcefalia são: assessorar tecnicamente a gestão e os serviços de saúde na elaboração de normas e procedimentos direcionados à prevenção, controle e tratamento da malformação; monitorar a evolução de possível epidemia da doença; e propor investigações e pesquisas que possibilitem aumentar o grau de conhecimento da doença, também visando sua prevenção e controle.

Casos

Nos últimos anos, o Amazonas tem registrado uma média de 3 a 5 casos anuais de microcefalia. Em relação à febre Zika, o Estado registrou apenas um caso da doença e não está configurada ainda a circulação do vírus em nosso território. “No entanto, diante do risco de vermos esse número aumentar, precisamos estar preparados e contar com o suporte de um grupo com expertise no assunto, para orientar nossas ações”, disse o secretário.