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'Tapauá (AM) está tranquila'

É o que afirma o prefeito em exercício do município, Carlos Gonçalves (PMDB), que ficou dez dias na prisão, em Manaus 20/01/2012 às 09:35
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O prefeito em exercício de Tapauá, Carlos Gonçalves, é pré-candidato à prefeitura nas eleições deste ano e diz que esse fato provocou os ataques contra ele
MOARA CABRAL Manaus

Três dias após a morte do secretário municipal de Esportes de Tapauá, Paulo Jorge Vitorino da Mota, o prefeito em exercício da cidade, vereador Carlos Gonçalves (PMDB), declarou, nessa quinta-feira (20), que a cidade vive uma paz. “Agora a cidade está em paz e tudo caminha bem”, disse ele referindo-se à instabilidade política porque passa o município.

Em entrevista a A CRÍTICA, nessa quinta-feira, Carlos Gonçalves disse que os oito dias em que ficou preso na Unidade Prisional do Puraquequara (UPP), em Manaus, serviram como experiência de vida e para refletir.

Ele reassumiu o comando da Prefeitura de Tapauá na segunda-feira (9), após deixar a UPP, no sábado (7). “Tenho minha consciência tranquila, os fatos foram apurados e hoje se sabe de quem era a droga e para quem ia”, afirmou, sem revelar nomes.

O que aconteceu Carlos Gonçalves foi preso às vésperas do Réveillon após ser denunciado pelo chefe de Polícia de Tapauá, Rildo Santos, por tráfico de drogas. Permaneceu dez dias na prisão e, nesse período, o município ficou sem administrador.

A sina de Tapauá tende a ser prolongada. Há mais de um ano, o município está sem prefeito legítimo. O prefeito eleito, Elivaldo Herculino (PP), foi preso por determinação da Justiça Eleitoral, às vésperas das festas de fim de ano de 2010, acusado de receber e usar R$ 600 mil na campanha eleitoral de 2008, retirados dos cofres da prefeitura, naquela época comandada pelo ex-prefeito Almino Albuquerque (PSD).

Carlos Gonçalves preferiu não apontar os culpados pela prisão dele, mas informou que “tudo está no inquérito policial”. Afirmou ainda que a perseguição política se deu por conta de seus opositores se sentirem incomodados com os trabalhos desenvolvidos por ele no município e porque anunciou que era pré-candidato à prefeitura.

“Eles estão incomodados pela organização feita na cidade, e porque sabem da minha candidatura a prefeito”, apontou. O advogado de Gonçalves, Jender Lobato, disse que a Polícia precisa comprovar o envolvimento do prefeito nesse processo.

Segundo Jender, dentro de 30 dias, desde a data da denúncia, o inquérito será fechado e as pessoas responsáveis serão indiciadas ou não.

“O prefeito não foi processado e aguardaremos o fim do inquérito para o desfecho dessa denúncia”, afirmou. Lobato informou ainda que Tapauá vive um momento de êxito e de desenvolvimento. “Quando Gonçalves assumiu a prefeitura a cidade estava uma bagunça, com ruas esburacadas e com pagamentos atrasados. Hoje, a folha está em dia e todos os funcionários receberam seu 13º salário”, garantiu.

Gonçalves disse que a volta dele à prefeitura está ligada ao apoio da população. “Eu nasci aqui (em Tapauá), todos conhecem minha reputação. Fui recebido no domingo, por mais de 5 mil pessoas”.