Publicidade
Cotidiano
Notícias

Tarifa de ônibus em Manaus pode aumentar para até R$ 3,25

A informação foi confirmada pelo Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Manaus (Sinetram). O aumento deve-se, segundo o sindicato, aos prejuízos provocados pelo transporte clandestino 03/12/2012 às 09:52
Show 1
O reajuste na tarifa deve pesar no bolso dos usuários de ônibus que passam pelo sistema convencional diariamente
Monica Prestes ---

O valor da tarifa de ônibus em Manaus pode aumentar para até R$3,25 ainda este ano, o que representaria um reajuste de 13% sobre o valor atual, bem acima da inflação acumulada em 2012, que é de 4,8%, até novembro. A informação foi confirmada neste domingo (02), pelo Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Manaus (Sinetram), que no dia 12 de novembro, encaminhou ofício ao prefeito Amazonino Mendes, solicitando que seja feito o cálculo dos reajustes.

Procurado pela reportagem, o diretor jurídico do Sinetram, Fernando Borges, informou que um estudo encomendado pelos empresários resultou em uma planilha preliminar que aponta o novo valor da passagem entre R$3 e R$3,10. Mas, de acordo com Borges, caso a prefeitura não consiga retirar de circulação ou regulamentar a atuação dos 697 veículos clandestinos e irregulares que, segundo o Sinetram, transportam mais de 5,9 milhões de pessoas ilegalmente todos os meses, os empresários devem solicitar reajuste que leve a passagem a R$3,25.

O último reajuste da passagem de ônibus começou a vigorar em outubro de 2012 pelo decreto 1.283/2011 e definiu tarifa técnica de R$ 2,74. Na prática, esse valor foi arredondado para R$ 2,75. A cláusula 26 do contrato de concessão celebrado entre a prefeitura e as empresas de ônibus prevê um reajuste anual da tarifa que, segundo Borges, deveria ter ocorrido em outubro. Como não aconteceu, o advogado explicou que as empresas encaminharam o ofício solicitando que os cálculos do reajuste sejam iniciados.

“Nós temos nossas planilhas, mas é a prefeitura quem deve fazer essa conta. A partir do momento em que a prefeitura não dá o reajuste anual previsto em contrato, ela está descumprindo uma cláusula e abrindo precedente para um passivo, que pode gerar um direito à indenização, dado o prejuízo às empresas”, explicou.

(A íntegra deste conteúdo está disponível para assinantes digitais ou na versão impressa).