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Técnico amazonense fala da chance de ser campeão no Distrito Federal

Cavalo faz parte de um seleto grupo de jogadores locais que obteve sucesso fora do mercado baré. Ele chegou a atuar no Atlético PR, e no futebol japonês 24/03/2012 às 18:23
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Cavalo conquista futebol brasiliense
adan garantizado Manaus

João Carlos Cavalo, 44 conquistou títulos e prestígio no futebol amazonense durante sua carreira como jogador. Rio Negro, Nacional e São Raimundo foram alguns dos clubes que puderam contar com o talento do meia dentro dos campos.

Mas Cavalo também faz parte de um seleto grupo de jogadores locais que obteve sucesso fora do mercado baré. Ele chegou a atuar no Atlético PR, e no futebol japonês.

Após pendurar as chuteiras em 2002, o ex-atleta investiu na carreira de treinador. Em 2005, Cavalo comandou o Grêmio Coariense na campanha do título amazonense. E após o repentino sucesso na nova função, João Carlos trilhou o mesmo caminho que havia feito como jogador, migrando para outros mercados.

Atualmente no Luziânia (DF), o treinador viverá um dia importante hoje. Ele comanda a equipe na final do primeiro turno do Campeonato Brasiliense de Futebol.

O adversário será o Ceilândia. A partida acontece às 15h30, no estádio Serra do Lago (casa do Luziânia). Antes do jogo, Cavalo bateu um papo com o CRAQUE e falou sobre suas experiências nestes dez anos como treinador.

Como você chegou ao Luziânia? O clube foi a melhor equipe do primeiro turno brasiliense...
Comecei o trabalho aqui em janeiro. São praticamente dois meses de trabalho. Esta é minha segunda passagem aqui no futebol de Brasília. Em 2010, dirigi o Atlético Ceilandense. Classifiquei a equipe para o quadrangular final do Campeonato, mas deixei a equipe. É extremamente importante conquistar esse turno. Até porque é a primeira vez que o Luziânia chega à uma decisão.

Como surgiram os primeiros contatos para trabalhar fora do Amazonas?
Já trabalhei no Acre com o Rio Branco, em Rondônia com a Ulbra e nos Emirados Árabes. Sempre procuro fazer bons trabalhos por onde passo. Aproveito bastante cada oportunidade que surge na minha vida. Cheguei no Luziânia graças a um contato que fiz em minha passagem anterior pelo futebol brasiliense. Não podemos perder nenhuma oportunidade. Cada trabalho fora do nosso mercado cria essas chances.

E como foi a experiência de trabalhar no futebol do Oriente Médio?
Foi entre dezembro de 2010 e junho de 2011 no Dubai E. C., um clube de porte médio. Quando cheguei lá, o time havia jogado dez vezes e não tinha nenhuma vitória sequer. Ninguém acreditava que o clube escapasse do rebaixamento. No 2º turno, mudamos um pouco a forma de a equipe jogar e conseguimos nos manter na 1ª divisão.

E porque decidiu voltar ao Brasil depois de uma campanha como essa?
Tive até oportunidade de continuar lá, mas aconteceram algumas situações que não me agradaram e eu não renovei. E havia também a questão da distância da minha família. A parte financeira não compensava essa distância. O bom é que deixei as portas abertas.

Havia brasileiros no Dubai FC? Como era o contato com os outros treinadores que atuavam por lá nesta época?
No meu time não, pois os únicos estrangeiros eram dois franceses. Mas eu sempre estava em contato com técnicos brasileiros. Me reunia com o Abel Braga e o Bonamigo. A gente jantava juntos, jogava um futevôlei. Fizemos uma boa amizade.

Você acredita que o mercado local não valoriza os treinadores amazonenses?
Temos alguns bons valores no Amazonas. O que falta muitas vezes são condições favoráveis a pessoas que já tiveram experiências fora do Amazonas. O Sérgio Duarte, por exemplo é um cara que tem um potencial muito grande. Ele tem muito para dar e poderia ser melhor aproveitado, principalmente se fizesse um trabalho sério, com equipes de base. Às vezes estes talentos não são aproveitados. Tive a oportunidade de trabalhar com a equipe do Nacional que disputou a última Copa São Paulo. O clube oferece boas condições, mas precisa fazer um trabalho de longo prazo, principalmente com treinadores locais. Tinha muita vontade de continuar trabalhando com a base do Nacional, mas infelizmente não ofereceram algumas condições que pedi. Foi quando apareceu esta proposta muito mais vantajosa do Luziânia e vim para cá.

Você chegou a receber proposta de algum clube amazonense para o Campeonato Estadual deste ano?
Recebi contatos de alguns clubes sim, mas prefiro continuar focado no trabalho que estou desenvolvendo aqui. Esta decisão é muito importante para o Luziânia, que jamais decidiu qualquer coisa no futebol brasiliense.

Após deixar os campos, você sempre aparecia em peladas nos campeonatos de bairro de Manaus. Na última edição do Peladão, seu time inclusive venceu a categoria Master (Feira da Banana). Você tem conseguido jogar suas “peladas” no Distrito Federal?
Sempre faço uma atividade, jogo um futevôlei com a turma, mas, sinceramente, ainda não encontrei tempo para jogar uma pelada aqui. O trabalho tem sido muito intenso. Quando puder, dou uma fugida para Manaus pra matar a saudade (risos).