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Telefonia é escassa no interior do Amazonas

Em 43 municípios do Amazonas há apenas uma operadora, segundo dados da Anatel, deixando usuários sem alternativa 04/07/2012 às 08:03
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Falta de conexão de operadoras de telefonia no interior deixa cidadão no isolamento. Na maioria, só há uma operadora
Cimone Barros Manaus (AM)

A competitividade entre as operadoras de celular no interior do Amazonas ainda é baixa, colocando os usuários em “apuros” em vários momentos devido a problemas no sinal da única operadora. Somente dez dos 62 municípios do Estado são atendidos pelas quatro empresas que atuam no Estado (Vivo, Tim, Oi e Claro), enquanto a maioria, 43 municípios, tem apenas uma destas empresas.

Itamarati (a 982 quilômetros de Manaus), por exemplo, está há cinco dias sem os serviços da Tim, empresa que consta no relatório, de maio, da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) como única empresa prestadora de serviços no local. Itamarati tem uma população de 8.010 habitantes (IBGE/2010).

“O sinal da Tim em Itamarati está totalmente parado. Há uns dois meses colocaram o sinal da Vivo, daí ao Tim começou a falhar e agora nem Tim nem Vivo estão prestando. Para completar, a cidade só tem uns 20 telefones fixos e a maioria dos orelhões está com problema”, disse a professora do município e proprietária da Pousada Itamarati, Francisca Cristina Pinheiro.

Em resposta, a operadora Tim esclareceu que a indisponibilidade do serviço foi causada por uma descarga elétrica que afetou equipamentos de transmissão e que equipes técnicas da operadora estão trabalhando no local para o restabelecimento dos serviços o mais breve possível.

Veja também: Tecnologia 4G no Amazonas só no fim de 2013

Sem competição

De acordo com o presidente da Comissão de Gestão e Serviços Públicos da Assembleia Legislativa do Estado (CGESP/ALEAM), deputado Chico Preto (PSD/AM), ter 43 municípios com apenas uma operadora é ruim porque não há competição. O deputado vem acompanhando as questões relacionadas a telecomunicações e cobra os compromissos firmados pelas operadoras no ano passado.

“A regra é que todos os municípios têm de ter pelo menos uma operadora. E quando entrou, isso virou febre e as empresas venderam mais celular que a capacidade de tráfego instalada. Houve congestionamento. Agora isso está sendo corrigido”, disse Chico Preto.

De acordo com dados da Anatel, os municípios com as quatro empresas em operação são aqueles mais atrativos comercialmente, porque tem população com mais de 40 mil habitantes ou estão próximos a capital amazonense. Contam na lista Manaus, Coari, Parintins, Humaitá, Tabatinga, Tefé, Iranduba, Itacoatiara, Manacapuru e Rio Preto. Este último com pouco mais de 26 mil habitantes.

Ainda conforme dados da Anatel, quatro municípios têm representação de duas operadoras (Boca do Acre, Careiro da Várzea, Itapiranga e Urucurituba) e cinco municípios possuem três (Autazes, Benjamin Constant, Careiro, Maués e Presidente Figueiredo).

De acordo com o gerente regional da Anatel, José Gomes Pires, ao contrário do telefone fixo que tem metas de universalização por ser considerado um serviço de regime público, o celular tem regras que foram uma forma de compensação quando foram leiloados os lotes de telefonia móvel de 3 geração (3G).

Quantidade

No Amazonas há 3,97 mil celulares, uma densidade maior do que a população. Para cada cem pessoas, já há 110,73 aparelhos, de acordo com dados de maio da Anatel. A Comissão de Ciência e Tecnologia do Senado, inclusive, já discutiu a escolha e contratação de uma entidade aferidora da qualidade da banda larga no País.