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Temporal causa desabamento de um prédio no Município de Presidente Figueiredo

Rajadas de ventos que devem ter chegado a 40 km/h derrubaram o centro social, arrancaram árvores e assustaram os moradores do município 27/09/2012 às 08:35
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Egydio Schwade estava na rua e teve dificuldade para andar na hora da ventania
Ana Celia Ossame ---

Um temporal com rajadas de vento causou o desabamento de um prédio, destelhamentos de casas e queda de árvores no Município de Presidente Figueiredo (a 107 quilômetros de Manaus).

O fenômeno foi rápido, por volta das 16h, mas surpreendeu os moradores do local que nunca haviam testemunhado uma situação daquelas, disse o indigenista Egydio Schwade, que estava na rua na hora em que a ventania foi mais forte e sentiu dificuldade para caminhar. Houve interrupção do fornecimento de energia elétrica e de telefonia. Os bairros mais atingidos foram o Centro e o Galo da Serra, segundo moradores.

O Serviço de Proteção da Amazônia (Sipam) não registrou ventos com velocidade acima de 40 quilômetros, que poderiam justificar essa ocorrência, mas apontou que havia condições meteorológicas para que acontecesse um evento desse porte.

Neste mês, este já é a terceira ocorrência de temporal com rajadas de vento na região metropolitana do Estado. Nos dias 8, 16 e 21 deste mês, houve temporais com rajadas de vento que alcançaram a velocidade de  até 87 quilômetros, como no último dia 16 em Manaus.

Morador do município, Nito Cordeiro foi outro que disse nunca ter visto coisa igual naquela área. “O ginásio do Centro Municipal de Atenção à Juventude foi todo abaixo, toda a estruturas de concreto caiu”, relatou ele, citando ainda que várias casas destelhadas e árvores derrubadas. “Árvores foram quebradas, nunca tinha visto isso”,disse ele, relatando o desespero das pessoas.

DESESPERO

Egydio Schwade, que mora em Presidente Figueiredo há 18 anos, foi outro a informar nunca ter sabido de nada parecido naquele município. Foi um vento tão forte, conforme revelou ele, que deu a impressão que as árvores seriam arrancadas na raiz. Ele, que voltava para casa, sentiu dificuldades para andar na hora do acontecimento, por conta de tanta ventania.

A funcionária de uma farmárcia do município, Rose Pereira, estava trabalhando à luz de vela porque não havia energia. Segundo ela, muita gente estava sem ter para onde ir e não havia previsão de regularizar o serviço de energia.