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‘Terrorismo é mais fácil de combater’, afirma coronel israelense sobre crimes no Brasil

Ainda segundo o coronel,  Yosef Benbenisti, combater facções criminosas como as que existem no Brasil, como o Comando Vermelho e Primeiro Comando da Capital (PCC), exige mais estratégias 22/11/2012 às 07:43
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Coronel Yosef Benbenisti, especialista em balística e armamentos da polícia de Israel
Joana Queiroz e Nelson Brilhante ---

Combater criminosos no Brasil é muito mais difícil que combater terroristas em Israel. Essa é a afirmação do coronel israelense Yosef Benbenisti, especialista em balística e armamentos da polícia e das forças de defesa e segurança daquele país. Ele foi o segundo palestrante no dia nesta quarta-feira (21) no Congresso Internacional de Segurança para Grandes Eventos, que está acontecendo desde segunda-feira, no Tropical Hotel Manaus Resort.

Segundo Yosef, combater facções criminosas como as que existem no Brasil, como o Comando Vermelho e Primeiro Comando da Capital (PCC), exige mais estratégias e, principalmente, o uso da inteligência, já que os criminosos, principalmente os ligados ao tráfico de drogas, têm mais recursos para comprar equipamentos e se organizar do que os terroristas.

Yosef diz que muitas dessas organizações criminosas já estão praticando atos de terrorismo, como incendiar ônibus e fuzilar unidades policiais e é necessário que a polícia brasileira esteja preparada para reprimir ações criminosas dessa natureza que, diferente do terrorismo, não tem como ideologia a preservação da vida. “É lamentável que atualmente a criminalidade e o terrorismo já estejam se juntando”, disse o coronel.

Segundo Yosef, a polícia brasileira tem recursos para reprimir a criminalidade com tecnologia, armas e inteligência. A indústria bélica brasileira está produzindo armas e equipamentos de alta tecnologia que estão à altura da realidade do País. Ele citou como exemplo a submetralhadora Tauros calibre 40, que é uma arma leve, ajustável, com capacidade de 700 tiros por minuto, própria para conflitos urbanos.

Armamento paralisa movimentos na medula

Muitas das tecnologias de ponta mostradas na exposição paralela ao Congresso Internacional de Segurança para Grandes Eventos, no Tropical Hotel Manaus Resort, foram trazidas por 14 grandes empresas internacionais e poderão ser vistas em uso durante a Copa do Mundo de 2014.

A estrela da feira (arma não letal com efeito imobilizador) leva o nome de Taser X2, fabricada nos Estados Unidos. Ela tem mira laser dupla para evitar a “adivinhação” na hora de mirar. Acionada, a arma dispara dois diminutos dardos pontiagudos que, ao penetrarem na pele do alvo, liberam uma carga de energia que atinge a medula, deixando a pessoa completamente estática por alguns minutos. De acordo com David Mesri, representante da multinacional no evento, a pistola é capaz de atingir um alvo, com sucesso, a 11 metros de distância. A pistola da Taser vem com bateria suficiente para proporcionais mais de 500 disparos, além de seis diferentes combinações de dardo para o caso de um disparo perdido.

A Condor está mostrando outros tipos de armas não letais, como as que utilizam o gás, nuvem de fumaça, pimenta etc.

Além das últimas novidades no campo do armamento bélico, letal ou não, chamam a atenção de quem visita a feira, sistemas modernos no campo da tecnologia da informação. A multinacional IBM, por exemplo, trouxe o programa de cruzamento de dados utilizados pela polícia secreta norte-americana (FBI). Esse recurso foi fundamental no processo de localização do terrorista Bin Laden pelas forças dos Estados Unidos.

“Se metade do que está sendo exposto aqui ficasse no Estado seria uma grande vitória. A gente espera que nossas autoridades se sensibilizem com a importância de tudo isso que está sendo mostrado”, relata o major Ubirajara Rosses. 

O congresso termina hoje e toda a temática será voltada para a segurança durante a Copa do Mundo de 2014.