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Trabalhadores reivindicam intervenção do MPT com construtora Andrade Gutierrez

Sindicato alega que operários não estão recebendo adicional atividade de risco no trabalho e pedem ajua do Ministério Público do Trabalho (MPT) 10/01/2014 às 17:16
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Bruno Strahm Manaus (AM)

Cerca de 800 trabalhadores do ramo da construção civil fazem concentração em frente à sede do Ministério Público do Trabalho (MPT) localizado no bairro de Flores, Zona Centro Sul, desde a manhã desta sexta-feira (10).

Eles reivindicam da construtora responsável pela obra da Usina Termelétrica Mauá 3 Andrade Gutierrez, 30% de salário referente a periculosidade no trabalho em altura, reajuste salarial e que os três dias de paralisação não sejam descontados no contra-cheque.

Segundo a assessoria do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Construção Civil do Amazonas (Sintracomec-AM) os operários que trabalham na obra lozalizada no conjunto Jardim Mauá, bairro Mauazinho, Zona Leste da cidade, querem que o MPT intervenha para que se chegue a um acordo entre as partes.

“Não temos hora para sair daqui. Já fomos até à Justiça do Trabalho mas eles querem que o laudo das condições de trabalho seja concluído para que façam alguma coisa. Não podemos esperar”, afirmou Aloilson Libório, da Sintracomec-AM.

Este é o terceiro dia de paralisação da categoria, que realizou a primeira parada na terça-feira (31) da semana passada, seguido por quinta-feira (9) e nesta sexta-feira (10).

'Reivindicações infundadas'

A construtora Andrade Gutierrez se manifestou em relação ao caso por meio de sua assessoria, que lançou uma nota à imprensa sobre o assunto. A empresa afirma que conforme as normas de segurança e salário firmadas pelo Sindicato dos Trabalhadores e o Sindicato Nacional da Indústria da Construção Pesada (SINICON) estão sendo cumpridas pela empresa.

“As reivindicações apontadas são inoportunas e não há fundamento legal para que haja uma nova negociação nesta fase. Esclarecemos, também, que o trabalho realizado nesta obra não se enquadra na atividade de risco, sendo indevido o adicional de periculosidade reivindicado pelos trabalhadores”, informou a empresa.