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Três meses antes de morrer, detento disse que mundo do crime era 'ilusão' ao ser preso

Aslan Charles estava preso por tráfico de drogas, mas tinha passagens por furto e roubo. Quando foi preso em julho, ele, que ostentava uma tatuagem com a inscrição 'FDN', disse que as facções criminosas eram 'caixão e vela preta' 15/10/2015 às 18:09
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Aslan foi preso em julho na rua Cravinho, bairro Jorge Teixeira, Zona Leste de Manaus.
acritica.com Manaus (AM)

CONFIRA O VÍDEO

Baleado na cabeça durante uma tentativa de fuga no Instituto Penal Antônio Trindade (Ipat) nesta quinta-feira (15), o detento Aslan Charles Martins Silveira, 29, disse quando foi preso, em julho deste ano, que o mundo do crime era "ilusão".

A declaração foi gravada em vídeo por policiais no momento da prisão de Aslan por tráfico de drogas no bairro Jorge Teixeira, Zona Leste de Manaus. Ele possuía uma tatuagem no peito com a descrição Família do Norte, conhecida como FDN.

Na ocasião, Aslan, que estava com 30 porções de maconha, afirmou que as facções criminosas FDN e PCC não passam de "fachada e ilusão". E disse que "tudo é caixão e vela preta", que significa a morte. Ele declarou também que não participava de nenhuma facção. “Não participo de mais nenhuma”, disse à época. Ao ser questionado sobre a tatuagem, Aslan disse que se tratava de uma "teleguiação".

Em setembro do ano passado, ele havia sido preso por suspeita de assalto a uma academia de musculação.

Aslan e comparsa durante a prisão de setembro de 2014

Durante o assalto, duas pessoas foram feitas de reféns por duas horas, no bairro Armando Mendes, Zona Leste. 

Aslan foi uma dos mortos na tentativa de fuga do Ipat na tarde de hoje (15). Foto: Euzivaldo Queiroz