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Tribunal Regional do Trabalho no Amazonas adere à greve nacional

Sem reajuste há seis anos, servidores do Judiciário engrossam movimento. Já o MEC disse que acordo com professores acabou 25/08/2012 às 08:30
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Cerca de 70% dos 1,3 mil servidores em Amazonas e Roraima devem parar
Luana Gomes Manaus

Os funcionários do Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (TRT 11), que somam 1,3 mil pessoas, aderem à greve dos servidores públicos federais a partir desta segunda-feira (28), embora sob pressão do governo em finalizar antes do fim do mês os acordos. Na próxima semana, os professores universitários e policiais federais também vão decidir os rumos da mobilização.

A reivindicação dos servidores do Judiciário é quanto à falta de reajuste salarial desde 2006, além do Plano de Cargos e Salário (PL 6613/09) estar parado no Congresso Nacional há mais de dois anos.

O presidente do Sindicato dos Servidores da Justiça do Trabalho no Amazonas e Roraima (Sitra-AM/RR), Luís Cláudio Corrêa, disse que a categoria fará, na próxima, um ato unificado com servidores do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), Ministério Público Federal (MPF) e Justiça Federal contra a política de arrocho salarial do governo Dilma Roussef. Eles alegam que  as perdas inflacionárias chegam a  36,08% até março deste ano.

Já os policiais federais seguem a greve. De acordo com o presidente do Sindicato dos Policiais Federais do Estado do Amazonas (Sinpef), Nelson Oliveira, as negociações do governo têm sido feitas de forma ‘unilateral’, com proposta de reajuste de 15,8% e sem acordo quanto a reestruturação de carreira.

Ainda assim, a greve da categoria dura até terça-feira, quando os trabalhadores decidem, em assembleias locais, qual o rumo a ser seguido. No Amazonas, mais de 400 trabalhadores compõe a categoria, segundo a entidade.

Acordo cessado
Nem mesmo a “comemoração” dos cem dias de greve das universidades federais (ontem) “sensibilizou” o Governo Federal, que decidiu não reabrir a mesa de negociações. Conforme nota emitida pelo Ministério de Educação (MEC), a decisão é baseado no fato de já ter sido firmado um acordo com uma das entidades representativas da área: a Federação de Sindicatos de Professores de Instituições Federais de Ensino Superior (Proifes).

Com a possibilidade de o projeto ser enviado ao Congresso Nacional, o presidente da Associação dos Docentes da Universidade Federal do Amazonas (Adua), Antônio Neto, abordou que, na próxima semana, a categoria deve discutir se vale a pena continuar em greve para pressionar o parlamento a fazer mudanças no “acordo”.