Publicidade
Cotidiano
Notícias

Uma em cada nove crianças no mundo vive em zonas de conflito, segundo dados do Unicef

A entidade pede perto de US$ 3 bi para ajudar as mais vulneráveis, destacando que o número de crianças envolvidas em crises humanitárias é "consternador" 26/01/2016 às 13:48
Show 1
“As crianças que vivem em países afetados por conflitos perderam os seus familiares, amigos, casas, segurança e a sensação de normalidade”, disse Jo Bourne, responsável pela Educação no Unicef
Agência Brasil ---

Cerca de 250 milhões de crianças no mundo, o equivalente a uma em cada nove, vivem em países afetados por conflitos, informou nesta sexta-feira (26) o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

A entidade pede perto de US$ 3 bi para ajudar as mais vulneráveis. “O número de crianças envolvidas nas crises humanitárias em todo o mundo é impressionante e consternador”, destacou o Unicef.

A agência da ONU indicou que precisará em 2016 de US$ 2,8 bi (€ 2,6 bi) para ajudar as crianças. Segundo o Unicef, seu orçamento duplicou em três anos, com os conflitos e as condições meteorológicas extremas que forçaram um número crescente de crianças a deixar suas casas e a expor milhões a graves falhas alimentares, à violência, às doenças e aos abusos.

“Cerca de uma criança em cada nove no mundo vive atualmente nas zonas de conflito”, destacou o Unicef num comunicado. No ano passado, essas crianças “tinham um risco duas vezes maior de morrer de doenças que poderiam ser evitadas antes dos cinco anos”. A verba pedida pelo Unicef permitiria ajudar 76 milhões de pessoas, entre as quais 43 milhões de crianças, em 63 países.

A maior parte da ajuda – perto de R$ 1,2 bi – será dedicada à Síria, devastada por uma guerra civil de cinco anos, e aos cerca de 4 milhões de sírios refugiados nos países vizinhos, indicou.

A agência disse ainda que um quarto da ajuda que pretende prestar se destina à educação das crianças em situação de emergência, com o objetivo de fazer aumentar o seu número de 4,9 mi em 2015 para 8,2 milhões este ano.

Foi provado que “se uma criança não vai à escola durante cinco anos, perde-se uma geração”, declarou à imprensa Sikander Khan, um dos diretores do órgão internacional.