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Cotidiano
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Usuários reclamam do abandono dos passeios dos Igarapés

Áreas usadas para a pratica de caminhadas e lazer estão abandonadas pelo poder público 30/06/2012 às 21:15
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Usuário do passeio do Bindá, José Carlos Xerez cobra melhor iluminação, reforço no piso e condições de segurança
Maria Derzi ---

Iluminação precária, piso deteriorado, falta de segurança e banheiros públicos. Diferente da estrutura oferecida à população no complexo de lazer da praia da Ponta Negra, é dessa maneira que os frequentadores dos passeios dos igarapés do Bindá e Mindu descrevem as condições oferecidas pelo poder público   nesses logradouros criados para convivência social da população.

A falta de investimentos nessas áreas, que também é de responsabilidade da Prefeitura de Manaus, é reclamada pela população que mora nas proximidades dos igarapé e usa essa estrutura para caminhar e fazer exercícios. Os frequentadores se sentem “discriminados” por conta do descaso e falta de cuidados com os passeios do Bindá (no conjunto Eldorado) e Mindu (próximo ao viaduto da antiga Recife).

No  Mindu, entre as avenidas Umberto Calderaro e Mário Ypiranga,  os frequentadores já estão acostumados com o forte odor que exala do igarapé. “A situação do cheiro vindo do igarapé até melhorou, mas o que precisamos aqui é mais segurança, principalmente à noite,  porque já teve casos de pessoas que frequentam o passeio para fazer caminhada e são assaltados. Isso deveria melhorar”, disse o estudante Hugo Braga.

O também aluno Giovane Santiago, que pratica exercícios na estrutura instalada na área pública, também tem queixas sobre o passeio do igarapé do Mindu. “Para mim tem que dar um jeito no igarapé, que vive sujo e colocar mais segurança porque tem muito cheira-cola aqui. De noite, tem que ter mais policiamento para evitar que pessoas sejam assaltadas e as vezes até mortas”, disse o estudante.

Adepto da caminhada diária, o pastor  Herbert Fernandes concorda que faltam melhorias no local. “Precisa de limpeza, banheiro público e uma estrutura melhor para a gente que vive aqui. Aqui é público, é uma área bastante utilizada. Deveria ter a mesma atenção que eles estão dando para a área  de convivência da Ponta Negra”, disse o pastor.