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Cotidiano
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Variações de preços no varejo estão cada vez menores em Manaus

Mesmo entre as redes de atacado locais o consumidor não encontrará grandes vantagens na hora de ir às compras.A pesquisa de preços é umas das opções 24/08/2012 às 12:39
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Graça Antony pesquisa preços
Luana Gomes ---

Em meio aos reajustes nos itens de primeira necessidade, os consumidores procuram alternativas para “pagar menos”, saindo dos supermercados convencionais para as redes atacadistas que também incorporaram pessoas físicas em sua clientela. A mudança pode resultar em economia de dinheiro, mas é bom que o consumidor atente para o fato de que entre os atacadistas há também diferença de preço para o mesmo produto.

A reportagem verificou isso ontem, ao percorrer três deles - Makro, Nova Era e Bonna Vitta -, coletando valores para a mesma cesta de produtos. O quilo do frango, por exemplo, saía a R$ 3,84 no Nova Era e a R$ 3,49 no Bonna Vita. A mesma coisa aconteceu com o preço da cebola, que neste último estabelecimento custava R$ 3,79, enquanto no Nova Era era vendido a R$ 1,99.

Se há variações mínimas de preço entre os atacadistas, o consumidor precisa ficar mais atento ainda quando a opção for realizar compras nos supermercados. Alguns produtos podem estar com o preço rigorosamente igual neles.

Isso aconteceu ontem em relação à batata, ao tomate e à cebola. Quando comparados os preços praticados pelos supermercados Carrefour  e DB, ambos na avenida Mário Ypiranga, verificou-se que eram exatamente iguais: batata (R$ 3,99), tomate (R$ 6,79) e cebola (R$ 3,39).

Diferença “acentuada” foi vista no preço de outro item pesquisado nesses estabelecimentos, o café da marca Santa Clara (250g), que no DB saía a R$ 4,29 e no Carrefour a R$ 3,49. Uma diferença de 18,65%, que pode resultar, no montante da compra realizada, uma boa economia.

Não compensa

Para quem está mais atento aos movimentos de preços no varejo, uma pesquisa no varejo local leva ao entendimento de que nem sempre será vantajoso ao consumidor sair por aí batendo pernas para adquirir apenas um ou outro  produto mais barato, em função de eventual promoção.

Foi o que disse a advogada Graça Antony, que tem o hábito de pesquisar preços tanto nos atacadistas quanto nos supermercados convencionais. Contudo, ela destacou que, muitas vezes, as ofertas são destinadas a poucos produtos da lista do consumidor, não compensando o gasto de tempo e gasolina (para quem tem carro). “É melhor para o cliente escolher um supermercado próximo de sua residência”, disse.

Obstrução

Tradicionalmente, antes de adquirir um produto, o consumidor costuma fazer pesquisa de preços nos supermercados, seja em um papel ou em um bloco de notas. Mas esta prática não é bem vista no atacadista Attack, onde o consumidor é impedido de fazer as anotações, conforme aconteceu ontem com a reportagem de A CRÍTICA.

O diretor do Programa Estadual de Proteção, Orientação e Defesa do Consumidor do Amazonas (Procon-AM), Guilherme Frederico, comentou que a informação é um direito básico do consumidor. De acordo com o artigo 31 do Código de Defesa do Consumidor, o preço é uma das informações que deve constar na oferta e apresentação de produtos e serviços.