Publicidade
Cotidiano
Notícias

Vazamento de informações sigilosas sobre Operação Estocolmo é investigado

Ministério Público Estadual vai instaurar procedimento para descobrir como os empresários ficaram sabendo da ação secreta realizada pela Polícia Civil 27/11/2012 às 08:08
Show 1
Para o promotor Fábio Monteiro, o fato de Waldery Areosa ter ouvido “rumores” sobre investigação é indício de vazamento
Joana Queiroz ---

O Ministério Público Estadual (MPE) vai instaurar um procedimento para apurar um vazamento de informações sigilosas sobre os investigados da Operação Estolcomo, realizada pela Polícia Civil para desarticular uma rede de exploração sexual de crianças e adolescentes em Manaus.

“Eu não tenho nenhuma dúvida de que houve vazamento, agora nos resta descobrir como aconteceu”, disse o promotor de Justiça e coordenador Centro de Combate ao crime Organizado (Caocrimo), Fábio Monteiro.

Monteiro disse que, quando o empresário Waldery Areosa Feitosa afirmou ter recebido informações, “através de rumores”, da abertura de uma investigação contra ele na Delegacia Especializada de Apoio e Proteção a Criança  e ao Adolescente (Deapca), ele deixa muito claro que houve o vazamento de informações, por isso há a necessidade da instauração de um procedimento para apurar a suspeita. “Não se trata de ‘caça às bruxas’, mas é uma questão de segurança jurídica para que não venha a ocorrer em outros casos”, disse.

Segundo o promotor, o procedimento deverá apurar se o vazamento aconteceu de forma culposa ou dolosa. Pode ter ocorrido uma falha no sistema, que precisaria ser sanada, ou ainda algum servidor pode ter sido corrompido por alguém para passar as informações.

Fábio monteiro disse que já colocou a coordenadoria para auxiliar a promotoria da Vara Especializada de Crimes Contra Idoso, Criança e Adolescente, onde corre o processo.

Inquérito

O delegado-geral, Josué Rocha, disse nesta segunda-feira (26), que somente a titular da Deapca, delegada Linda Gláucia de Moraes, que está presidindo as investigações da operação Estocolmo, é quem vai poder dizer se há a necessidade de se instaurar um inquérito pela Polícia Civil para apurar o vazamento das informações.

Nesta segunda-feira, a informação é que a delegada encontrava-se viajando em missão para o Rio de Janeiro. O delegado-geral disse que as investigações continuam em caráter sigiloso.

Desde sábado (11), peritos do Instituto de Criminalística (IC)  deram início aos exames periciais nos materiais que foram apreendidos nas casas das vítimas, agenciadores e clientes. Rocha disse que ainda não há previsão de quando os trabalhos serão concluídos. “Eles estão trabalhando com exclusividade no material apreendido na operação”, informou o delegado.