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Vazante do rio Negro traz praias e pesca para amazonenses

Com a vazante do rio Negro chegando a 3,96 metros, as areias ficam à vista nas áreas próximas a Manaus e atraem população 27/08/2012 às 07:36
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Praia aberta no Remanso do Boto fez a alegria de adultos e crianças
ANA CELIA OSSAME ---

Após o registro da maior cheia em um século de medições dos níveis de água do rio Negro, quando a cota máxima chegou a de 29,97 metros, em junho passado, o período da vazante atual trouxe  um delicioso convite para as pessoas buscarem as praias que circundam a cidade e também as mais distantes, como  do outro lado do rio, no Município de Iranduba (a 25 quilômetros), acessíveis graças à ponte Rio Negro. Em Manaus, essas áreas estão cada vez mais expostas em locais como no Remanso do Boto, na comunidade do Puraquaquara,  Zona Leste, ou na Prainha, no Tarumã, Zona Oeste, locais cada vez mais procurados pelos banhistas.  A vazante traz cenas como a de bancos de areia como um formado nas proximidades do Hotel Tropical, na Ponta Negra.

Para a população, visitar esses locais de praia é a oportunidade de um banho de rio que pode sair muito onerosa com a cobrança às vezes “extorsiva” pela alimentação vendida nos banhos disponíveis no Puraquequara, ou pelos riscos que continuam com a proximidade dos jet-skis na Prainha. Já os comerciantes e proprietários de balneários reclamam da má educação dos frequentadores,  por não utilizarem os locais destinados ao lixo.

PURAQUEQUARA

Na comunidade do Puraquequara, as pessoas têm à disposição locais fechados para frequentar as praias, onde não é permitido levar comida e nem bebida. “O lugar é bom, só o que poderia ser melhorado era a cobrança tão elevada da comida”,  reclamou a autônoma Grace Varjão, 36, ao reclamar do valor de R$ 50 por uma banda de tambaqui. “É uma fortuna para uma família”, lamentou. O casal Alcione Albuquerque, 35, e Edson Alberto, 32, foi a uma dessas praias e gostou. “Dá para aproveitar o sol e a água, desde que a gente não fique muito na margem, porque há lama”, disse ele. Os organizadores dizem que a cobrança dá-se pela necessidade manter o local limpo, já que os frequentadores não têm o menor cuidado em despejar lixo em qualquer local. 

Para as crianças Kelly, Ana Cristina e Maysson, a areia é a inspiração para a construção de castelos e até “esconderijos” como para a menina Eduarda, coberta pelo tio, Ricardo Mauro, na areia da Prainha, brincadeira muito divertida para ela.