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Vendas no varejo crescem 1,5% em junho.

Apesar do dado positivo, Confederação dos Lojista acha baixo crescimento, ante o mês de maio 16/08/2012 às 13:07
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Atividades de vestuário e calçados e de supermercados cresceram somente 0,4% e 0,7%, respectivamente
acritica.com ---


O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga nesta quinta-feira(16) pesquisa que mostra crescimento no varejo, em junho, de 1,5%, com receita nominal elevada em 1,9%, em relação ao mês anterior, na série com ajuste sazonal.

O volume é positivo em  relação ao mês de maio, que teve sinal negativo. Para a receita nominal de vendas, representa o quarto mês consecutivo de taxas positivas.

Nas demais comparações, obtidas das séries originais (sem ajuste), o varejo nacional obteve, em termos de volume de vendas, acréscimos da ordem de 9,5% sobre junho do ano anterior, de 9,1% no acumulado do primeiro semestre e 7,5% no acumulado dos últimos 12 meses.
Para os mesmos indicadores, a receita nominal de vendas apresentou taxas de variação de 12,8%, 12,1% e de 11,5%, respectivamente

Confederação acha 1,5% baixo
A Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) avalia como baixo o crescimento do comércio varejista de 1,5% em relação ao mês de junho ante maio de 2012.

Em uma análise mais detalhada, mesmo sem compor o índice restrito, o dado reflete um crescimento pujante justamente nos setores de veículos e motos (16,4%) e de móveis e eletrodomésticos (5,3%), ambos beneficiados pela redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), em vigor desde maio deste ano. Por outro lado, as atividades de vestuário e calçados e de supermercados cresceram somente 0,4% e 0,7%, respectivamente.

Na avaliação do presidente da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), Roque Pellizzaro Jr., apesar de se tratar de um resultado positivo, o crescimento nos setores de automóveis e de móveis e eletrodomésticos causa retração em demais segmentos. “É natural que os produtos disponibilizados pelo mercado concorram entre si. O consumidor que compromete a renda com a compra de um carro certamente deixa de consumir outras mercadorias”, explica Pellizzaro.

No entanto, para o representante dos dirigentes lojistas, as demais atividades também devem ser levadas em consideração. “Neste momento o governo precisa propor medidas de desoneração para demais setores da Economia”, ponderou.

Com informações site IBGE e assessoria CNDL