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Cotidiano
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Vereadores não reeleitos da Câmara de Manaus vendem mobílias por até R$ 15 mil

Parlamentares que não consquistaram um novo mandato têm até o dia 28 de dezembro para desocupar gabinetes. Sofás, mesas e cadeiras estão sendo vendidos 19/12/2012 às 20:27
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Vereadores não reeleitos vendem mobília
André Alves e Luana Dávila ---

Vereadores não reeleitos da Câmara Municipal de Manaus (CMM) decidiram vender as mobílias dos gabinetes que ocuparam na última legislatura por preços que variam de R$ 10 mil a R$ 15 mil. 

O vereador Elói Abreu (PTN), que não conseguiu um novo mandato, oferece a mobília de seu gabinete - sofás, cadeiras, mesas - por R$ 10 mil. Ele cumpria o primeiro mandato e pretende retomar suas atividades comerciais em Manaus.

O vereador Homero de Miranda Leão (PHS) já vendeu sua mobília para o colega reeleito Wilker Barreto (PHS) pela quantia de R$ 15 mil. "Já que eu gastei, eu tenho o direito de vender", comentou. Homero é sanitarista e servidor de carreira da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa).

O líder do PT na Câmara, Ademar Bandeira, preferiu não vender sua mobília e vai levar seus pertences "pra casa". "Espero que os novos vereadores defendam a população e não os interesses do prefeito", aconselhou Bandeira.

"Xexelento"
Após dois mandatos, a comunista Lúcia Antony disse que vai dar continuidade aos mais de 30 anos de atuação política. Ela classificou seu gabinete como "xexelento" e informou que não vai retirar nada do escritório. "Meu escritório é 'xexelento'. Não tenho nada lá para vender. Vou deixar tudo aí".

Saída
A sessão da Câmara dos Vereadores de Manaus nesta quarta-feira (19) trouxe pronunciamentos dos não reeleitos, que agradeceram a passagem pela Casa. Os vereadores não reeleitos têm até o dia 28 de dezembro para entregar os gabinetes. Os gabinetes desocupados serão sorteados entre os novos vereadores.

"Desejo muita sorte aos vereadores eleitos e que a Câmara sempre se supere. Tenho orgulho de ter estado aqui", discursou Homero de Miranda Leão. "Aqueles que estão deixando a Casa certamente voltarão no futuro", disse o vereador reeleito Amaury Colares (PSC), que afirmou que os parlamentares trabalham muitas vezes sob "injúrias e perseguições".