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Violência e sexo em escola pública de Manaus

Professora é agredida e alunos gravam vídeo de sexo em sala de aula. De acordo com a Seduc, como o ato foi praticado no ambiente escolar, o caso foi comunicado ao Conselho Tutelar pelo envolvimento de uma adolescente 15/12/2012 às 10:47
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A Seduc informou ainda que os pais dos alunos e a diretoria da escola decidiram não denunciar o caso à polícia
náferson cruz ---

A escola qualificada como um espaço social e pedagógico se transformou nos últimos dias num local caracterizado pela prática de violência, posse de artefato explosivo e até cenas de sexo explícito entre alunos, divulgadas em rede sociais.

Nas imagens, uma aluna do 9º ano do Colégio Brasileiro Pedro Silvestre, no Centro, aparece sentada no colo de um estudante de 18 anos, do 3º ano do ensino médio, ambos fardados, dentro da sala de aula, fazendo sexo. O vídeo tem duração de pouco mais de um minuto.

O estudante que filmou o casal também foi identificado. Ele cursava o 3º ano. Os estudantes contaram que ele ficou na porta para evitar que alguém entrasse na sala e atrapalhasse o ato.  A Secretaria de Estado de Educação (Seduc) informou que a diretoria da escola teve conhecimento da gravação na quarta-feira, antes da publicação na Internet, e que em seguida realizou reunião com os pais e alunos envolvidos.

De acordo com a Seduc, como o ato foi praticado no ambiente escolar, o caso foi formalmente comunicado ao Conselho Tutelar pelo envolvimento de uma adolescente. Já o setor administrativo da Seduc vai abrir uma sindicância para apurar a responsabilidade da escola. No entanto, a direção da escola informou que já tomou medidas cabíveis junto às famílias dos alunos envolvidos.

A escola informou que os alunos infringiram as regras escolares e poderiam ser punidos, mas os responsáveis pediram que o caso fosse resolvido no âmbito familiar. Quanto à aluna, os pais decidiram que ela será matriculada em outra escola.

A Seduc informou ainda que os pais dos alunos e a diretoria da escola decidiram não denunciar o caso à polícia. No entanto, como a estudante é menor de idade, a divulgação das imagens fere o Estatuto da Criança e do Adolescente, que prevê pena de quatro a oito anos de reclusão para quem “produzir, reproduzir, dirigir, fotografar, filmar ou registrar, por qualquer meio, cena de sexo explícito ou pornográfica, envolvendo criança ou adolescente”.

Agressão

Outro episódio ocorrido nas dependências das escolas, desta vez com a prática de violência, foi registrado na quinta-feira, quando a professora de Geografia Ellen Cristina de Moraes, 44, foi agredida pela mãe de uma aluna, na Escola Estadual Senador Cunha Melo, no bairro Raiz, na Zona Sul.

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