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Cotidiano
anulação do impeachment

Waldir Maranhão diz que não está 'brincando de fazer democracia'

Presidente em exercício da Câmara afirma que a anulação teve o objetivo de sanar vícios do impeachment 09/05/2016 às 18:18
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Wladir Maranhão, em pronunciamento na Câmara dos Deputados, para explicar a decisão de anular a sessão que admitiu o pedido de impeachment de Dilma Rousseff (Foto: J. Batista)
acritica.com* Brasília (DF)

O presidente em exercício da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA), afirmou nesta segunda-feira (9) que a sua decisão de anular a sessão da Casa em que houve a votação do impeachment da presidente Dilma Rousseff é em respeito à continuidade do processo democrático. “Com base na Constituição e no regimento, tomei esta decisão. Tenho consciência do quanto este momento é delicado. Temos o dever de salvar a democracia”, disse Maranhão. “Tenho o dever de levar aos lares brasileiros e ao mundo afora que o nosso País tem salvação”, afirmou.

"Nós não estamos e nem estaremos em momento algum brincando de fazer democracia", completou.

As declarações foram feitas em pronunciamento à imprensa, logo após o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), ter anunciado em Plenário que manterá a votação do processo de afastamento da presidente Dilma, prevista para quarta-feira (11).

O deputado Waldir Maranhão aponta quatro vícios que justificariam a anulação da sessão da Câmara: a orientação partidária sobre o voto, o que teria impedido a livre manifestação dos deputados; o anúncio do voto antes do encerramento da votação; a ausência da defesa de Dilma na sessão; e o fato de a decisão de admissibilidade do processo não ter sido transformada em Resolução para ser enviada ao Senado.

*Com informações da Agência Câmara