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Wilker questiona gasto irregular de hora extra em expedientes da Câmara Municipal de Manaus

Ao completar cem dias na presidência da CMM, Wilker Barreto diz que, antes dele, se fazia “Ctrl+c, Ctrl+v” na folha de ponto. Durante recesso, Câmara pagou R$ 100 mil por suposto "trabalho a mais" 21/04/2015 às 10:00
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Formado em economia, Wilker Barreto diz que passou os cem primeiros dias de presidente cortando despesas na Câmara Municipal
acritica.com Manaus (AM)

O presidente da Câmara Municipal de Manaus (CMM), vereador Wilker Barreto (PHS), ao reclamar do excesso de horas extras pagas aos servidores da Casa, afirmou, ontem, que se faz “Ctrl+c, Ctrl+v” na folha de ponto dos servidores, o que o obrigou a desembolsar R$ 100 mil em janeiro só para o pagamento de extras. No período, o parlamento estava em recesso.

Segundo o presidente, o número de horas extras no papel é incompatível com o que se vê na prática. Isso porque, nas palavras de Wilker, “se você for à Câmara às 14h, vai ver que não tem mais ninguém”.

“Estávamos de recesso (em janeiro). Se você for à Câmara às 14h, vai ver que não tem mais ninguém. Fazem só o famoso “Ctrl+c, Ctrl+v” na folha de ponto: das 8h às 18h. Devemos pagar extra para aquele (servidor) que realmente mereça. Eu não pago nem R$ 1 se eu não tiver respaldo”, afirmou Barreto.

Amanhã, Wilker completa 100 dias na presidência da CMM, e uma das marcas que ele diz querer deixar na sua passagem pelo cargo é a de zelo pelo dinheiro do contribuinte. Para isso, tem cortado de hora extra a leite no café.

Wilker disse ter ciência de que as medidas não são simpáticas, porém, necessárias. “São cem dias enxugando despesas. Temos R$ 126 milhões no orçamento deste ano. Serei o primeiro presidente a não ter superávit. Precisamos investir bem o dinheiro do contribuinte”, disse, ao revelar que alguns servidores estão “virando a cara” por conta dos cortes.

“Quem paga a folha não sou eu? Não quero nem R$ 1 do direito do servidor, mas eu que presto contas. Muitos servidores achavam que hora extra era parte do salário”, completou o presidente. De acordo com Wilker, a meta é economizar neste ano, aproximadamente, R$ 1,5 milhão.

Insalubridade

O corte de R$ 50 mil com pagamento de insalubridade também mexerá com o bolso de alguns servidores, que recebem o benefício há quase uma década. “Como explicar um servidor ganhando insalubridade, trabalhando no administrativo? A lei diz que quem sai do ambiente insalubre perde esse direito. Os acréscimos eram de 2006. Vamos saber quem efetivamente tem direito”, explicou, ao informar que 68% dos gastos da CMM são com a folha de pagamento.

Segundo Wilker, a economia permitirá ampliar a frota de carros para atender as comissões da Casa, que é prioridade. “A Câmara toda só tem quatro carros e gasta R$ 170 mil por ano com leite. O que é prioridade?”, indaga o presidente.

Entrega do projeto da Vila a Artur

Após o feriado prolongado de Tiradentes, comemorado hoje, os vereadores voltam à Câmara Municipal de Manaus (CMM) nesta quarta-feira (22), sem votação de grandes projetos. De acordo com o presidente, Wilker Barreto, o acontecimento importante do dia será a entrega do projeto da Mini Vila Olímpica do Santo Antônio — orçado em R$ 2,9 milhões — ao prefeito de Manaus, Artur Neto (PSDB).

Obras em julho

A reforma do espaço inclui a construção de um estacionamento para uso da Casa Legislativa e dos moradores do bairro da Zona Centro-Oeste que utilizarem o complexo esportivo. “Vamos deliberar a pauta normal. Não há nada de especial para deliberar, nem do Executivo”, disse. “Vou quarta levar o projeto básico para o prefeito dar anuência. Quero iniciar as obras no máximo em julho”, completou.