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Eleições
EDUARDO BRAGA

Após votar, Braga critica Melo e Amazonino e diz ‘foi eleição do tostão contra o milhão’

Acompanhado da família e de aliados, o candidato do PMDB a governador lembrou as eleições de 2014 e da cassação de José Melo 27/08/2017 às 10:25 - Atualizado em 27/08/2017 às 11:00
Janaína Andrade Manaus (AM)

Acompanhado da família e de aliados de campanha, o candidato a governador do Amazonas pela coligação “União pelo Amazonas”, Eduardo Braga (PMDB), votou às 9h30 deste domingo (27), em Manaus, na Escola Municipal Professora Eliana Lúcia Monteiro da Silva, no bairro Santo Agostinho, na Zona Oeste da capital, ao lado da sede do governo.

“Essa é a eleição mais importante da história do Amazonas. É a primeira que um governador é cassado e a Justiça Eleitoral entrega a decisão de quem será o próximo chefe do Executivo à população. Não tive o apoio da máquina nem do governo e nem da prefeitura. Foi uma eleição do tostão contra o milhão”, disse Braga.

O candidato, que já governou o Estado em dois mandatos, encabeça a coligação “União pelo Amazonas” ao lado de Marcelo Ramos (PR), candidato a vice-governador na chapa, que é formada pelo PMDB, PR, PCdoB PTB, PSDC e Solidariedade. “E hoje se Deus quiser o povo do Amazonas vai fazer a diferença e vai mostrar que não tem dono, que é uma população livre”,  disse.

Ele estava acompanhado da esposa, Sandra Braga, da filha Bruna e de aliados, como a senadora Vanessa Grazziotin e o ex-deputado Eron Bezerra, ambos do PCdoB. O candidato a vice da chapa, Marcelo Ramos, também estava ao lado de Braga.

“Eu quero agradecer ao empenho da minha esposa, Sandra Braga, que coordenou a minha campanha. Agradeço também a Juliana, esposa do Marcelo. Agradeço aos deputados federais e estaduais e em especial ao deputado Sabino, que sofreu um AVC logo no início do segundo turno e peço a Deus bênção de cura a ele, que é um homem corajoso. Agradeço também as lideranças da capital e do interior, aos prefeitos dos municípios”,  observou Braga.

O candidato afirmou que se eleito, um dia após a sua posse irá romper os contratos do Governo do Estado com a empresa Umanizzare, responsável pela administração dos presídios. “Eu não vi durante toda a campanha o meu adversário dizer que iria fazer isso. O eu adversário fugiu de todos os debates. Fugiu porque não tem propostas”,  disparou.

Braga também falou sobre o alto índice de abstenções e de votos nulos e brancos no 1º turno. “O voto nulo e branco não vai ajudar em nada. Vão deixar as coisas como estão. A turma do José Melo vai continuar com o governo do Amazonino”, criticou.

Já Marcelo Ramos disse que sai dessa campanha fortalecido e não tem dúvidas de que tomou a decisão correta em sua biografia política. “Político não pode ser omisso em momentos de crise. Saio dessa eleição firme e convicto dos meus ideais. Permaneço no PR que é um partido que me deu e me dá todas as condições necessárias”,  avaliou Marcelo que votou na UEA, antes de Braga.

Após votar, Braga acompanhou a filha mais nova, Bianca Braga, na escola onde vota também na Zona Oeste. O candidato deve esperar o resultado da eleição em casa, na Ponta Negra. Às 19h30, após a apuração dos votos, está programada uma coletiva na sede do PMDB.