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66 anos: homenagem ao fundador do Jornal A Crítica

Euler Ribeiro, amigo e médico do jornalista Umberto Calderaro Filho, prepara o prato favorito do fundandor e conta um pouco sobre a amizade entre eles 18/04/2015 às 09:37
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Segundo o doutor Euler, o amigo não se fazia de rogado quando recebia um convite para comer
Artur Cesar Manaus

Ele era totalmente sem cerimônia. Aliás, ele trocava qualquer formalidade por um bom prato de vatapá. Assim era o jornalista Umberto Calderaro Filho. Amigo e médico de Seo Umberto, Euler Ribeiro nos conta uma história que ilustra bem essa paixão do fundador de A CRÍTICA.

“Um dia teve uma reunião no Palácio da Justiça com o então governador Gilberto Mestrinho. Na época, estavam escolhendo se o Amazonino Mendes seria o candidato do grupo e o Gilberto queria saber a opinião do Calderaro. Quando eu cheguei lá, avisei a ele que iria ter vatapá na casa da mamãe. Ele virou para mim e disse: ‘Então eu já vou fugir daqui’. E passou lá em casa para comer o vatapá e ainda fez uma quentinha para levar”, recorda o amigo de longa data.

A amizade entre eles vinha de família. Calderaro tinha um enorme carinho pelo pai do doutor Euler, Seo José Menezes Ribeiro, tabelião do 3º Ofício. Com o tempo, o amigo se tornou paciente. Um paciente um tanto quando difícil.

“Ele precisava parar de fumar porque estava fazendo muito mal para ele. Quando ele ia no meu consultório não levava nada, nem um maço de cigarro. Mas quando eu ia deixá-lo na porta, o motorista já vinha com a carteira de cigarro na mão. Ele queria me enganar que não estava fumando”, recorda entre gargalhadas. Isso sem falar nas vezes em que ele trocava o sangue com os motoristas na hora de fazer os exames. Tudo para escapar dos resultados negativos.

Delícias regionais

Considerado um dos maiores especialistas na chamada dieta amazônica, Euler Ribeiro conta que uma das características mais marcantes de Umberto Calderaro era sua enorme vontade de aproveitar a vida, incluindo aí poder saborear as delícias da culinária local. “Ele tinha uma vontade enorme de viver e viveu intensamente”.

Segundo o doutor Euler, o amigo não se fazia de rogado quando recebia um convite para comer, principalmente, quando o “chef” da vez era ele. O pesquisador, reconhecido por suas saborosas receitas com peixes regionais, afirma que Umberto “comia de tudo”.

O famoso vatapá da família sempre foi um dos carros chefes do cardápio do fundador de A CRÍTICA. Um dos segredos do preparo desse prato, em uma versão mais saudável, é o menor uso do azeite de dendê e de sal, como explica o médico. Como acompanhamento, apenas arroz branco e pão.

Nesta data tão especial de aniversário do jornal A CRÍTICA, Euler Ribeiro fez uma homenagem ao grande amigo e foi para a cozinha preparar uma receita especial: o Vatapá do Calderaro.

Receita

Vatapá do Calderaro

Um dos segredos é o pouco uso do azeite de dendê

Ingredientes

2 pessoas

1) ½ KG de camarão seco descascado e lavado , sem cabeça e rabo

2) Duas cebolas médias picadas

3) 2 tomates picados

4) 1 garrafa de leite de coco

5) 1 garrafa de azeite de dendê

6) Cheiro verde picado

7) 10 pães dormidos

8) Duas pimentas cheirosas

9) Sal e pimenta murupi e ou malagueta a gosto

Mode de preparo

1. Deixar os pães em pedaços pequenos de molho de um dia para o outro ou na água ou no leite

2. Bata este pão no liquidificador com o camarão refogado com azeite de dendê e com as verduras

3. Despeje tudo em uma panela e leve ao fogo mexendo sem parar

4. Quando começar a engrossar coloque o resto do azeite de dendê na panela

5. Acrescente os camarões inteiros que sobraram sem casca, cabeça e rabo

6. Adicione o sal e pimenta a gosto mexendo para não deixar grudar no fundo da panela

7. Quando estiver quase pronto adicione o leite de coco e retire do fogo

8. Obs: quanto mais velho o pão mais consistente fica o vatapá

9. E pode servir de preferência ainda quente.