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Casas de Vidro

A beleza das casas que "veem" os ambientes

Antes usado para filtrar a luz e proteger contra incidentes, atualmente o vidro é um ótimo recurso para harmonizar ambientes na decoração. Mas é preciso definir bem o que se quer 06/06/2012 às 09:35
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O vidro harmoniza o ambiente e possibilita uma interação maior com as paisagens externas
Israel Conte Manaus

O casal Mary Esther e Afrânio Souza propôs um desafio inusitado ao arquiteto Welton Oliva. Projetar sua casa na Ponta Negra de modo que, de qualquer parte da residência, eles pudessem olhar o vizinho da frente. Estranho ou invasivo? Não, quando este vizinho é simplesmente o rio Negro.

Após várias visitas ao terreno no Jardim das Américas e de longas conversas com os proprietários, Welton optou por fazer uma casa de vidro. Sim, uma casa onde as paredes de concreto são quase inexistentes. O projeto ganhou destaque recentemente na revista nacional “Kasa”.

Antes usado para filtrar a luz e proteger contra incidentes, atualmente o vidro é um ótimo recurso para harmonizar ambientes na decoração. Além de poder ser utilizado em diversos ambientes, o material possibilita uma visão privilegiada do exterior, barra a entrada de ruído e mantém o contato com a natureza, garantindo a segurança de bens e pessoas.

Saber o que quer

Mas de acordo com Welton Oliva o seu uso tem que ter objetivo e propósito definidos para ser bem aproveitado. “No projeto do Jardim das Américas a ideia é que de qualquer ponto da casa, a família possa desfrutar da paisagem do rio Negro. Portanto, o uso de mais vidro no projeto obedeceu a intenção de integrar a casa com a área exterior. Junto vieram também outras vantagens do vidro como maior claridade nos espaços e integração dos ambientes internos”, explica o arquiteto. “De onde se está é possível ver e interagir com os outros ambientes”, completa Oliva.

Cuidados

A arquiteta Mariana Távora chama atenção para a questão climática. “A incidência do Sol nas fachadas de vidro gera muito calor no ambiente. A solução seria o uso de persianas que podem ficar meio abertas amenizando a temperatura”, indica Távora.

A arquiteta também alerta para a utilização dos vidros coloridos. “Hoje se usa muito em Manaus vidro verde ou azul. O problema é que quando não é um vidro tratado, a incidência do Sol acaba mudando a cor do ambiente”, aponta Mariana, que tem clientes na Ponta Negra relatando esta situação. “Só indico vidro incolor”, acrescenta.

Outra dica é o uso dos móveis de vidro como hack e mesa de centro. “Traz versatilidade ao ambiente e não dá limites para a imaginação do arquiteto”, encerra.

Existe no mercado um variado leque de opções com características técnicas específicas para cada uso. Confira algumas:

Vidro refletido - Os vidros refletivos, também chamados de vidros metalizados, são vidros que recebem um tratamento, onde recebem óxidos metálicos, com a finalidade de refletir os raios solares, reduzindo a entrada de calor, proporcionando ambientes mais confortáveis e economia de energia com aparelhos de ar condicionado.

Vidro temperado - Vidros temperados são vidros que são submetidos a um processo de aquecimento e resfriamento rápido tornando-o bem mais resistente à quebra por impacto. Apresenta uma resistência cerca de 4 vezes maior que o vidro comum.

Vidro laminado - O vidro laminado é um vidro constituído por duas chapas de vidro intercaladas por um plástico chamado Polivinil Butiral (PVB), a principal característica desse vidro, é que em caso de quebra, os cacos ficam presos ao PVB, reduzindo o risco de ferimento às pessoas e também o atravessamento de objetos.

Vidro aramado - O vidro aramado é translúcido, proporcionando privacidade e estética ao seu projeto. Disponível nas cores azul, cinza e incolor, torna-se um aliado para os projetos criativos.

Vidro duplo ou vidro termo-acústico – Possui este nome pois dependendo da sua composição, podem oferecer isolamento térmico e isolamento acústico.

Vidro duplo com cristal liquido – Este é um vidro laminado, composto por duas chapas de vidro, incolor ou colorido, entre os quais é colocado um filme de cristais líquidos em um campo elétrico. Quando este campo é ativado, os cristais líquidos se alinham, tornando-o um vidro transparente. Quando o campo magnético é desativado, o vidro passa a ser translúcido, podendo ser repetida a operação quantas vezes for desejado.