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Entretenimento
Aparelhos ortodônticos invisíveis

A evolução dos aparelhos ortodônticos

A tecnologia alia-se à estética e proporciona aparelhos mais discretos para quem sonha com o sorriso perfeito 27/09/2012 às 12:19
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Savana abordou a evolução dos tratamentos ortodônticos em seu doutorado
Luana Ribeiro Manaus

Nos consultórios dos dentistas é cada vez maior a demanda de adultos em busca de tratamentos ortodônticos. Preocupados com saúde e a beleza dos dentes, alguns querem corrigir problemas de dentes ou maxilares antes que eles causem danos mais sérios. Outros querem melhorar a aparência, corrigir problemas estéticos, e, enfim, alcançar o sorriso perfeito.

Não é à toa. A tecnologia tem trabalhado a favor de quem já passou dos 20 e poucos há algum tempo: os tratamentos evoluíram e os aparelhos estão cada vez menores e mais discretos.

Diagnóstico

 De acordo com a ortodentista Savana Maia, um dos principais desafios para tratamentos ortodônticos em adultos é a complexidade. “O osso da face de uma criança ou adolescente é mais mole. Fazendo o tratamento com o aparelho, é fácil direcioná-los para o lugar certo, empurra um dente aqui, outro ali e ele obedece mais fácil”, diz ela. “No adulto, o osso está mais duro e consolidado. Em alguns casos mais difíceis, temos que fazer cirurgia, para poder encaixar corretamente”, explica.

 Para ela, uma das mais importantes tecnologias nas novas formas de diagnóstico, foi a tomografia computadorizada. Com o exame, é possível saber qual o tratamento adequado para cada paciente e acompanhar toda a evolução. “Antes, o dentista só olhava o paciente no raio-x, agora o exame olha inteiro dentro do osso. Qual o tamanho real dele. É possível ver a face em todos os ângulos”, diz.

Outro “empecilho” no tratamento para os crescidinhos era a questão visual. Muitos descartavam o tratamento depois de saber que precisariam usar o tradicional aparelho fixo, composto por brackets, arcos e ligaduras, ou temido “freio de burro”. “O adulto, além de ser complexo de tratar, é um paciente difícil porque não são todos que querem aceitar aquele monte de aparelho”, diz Savana. Foi então que entraram em cena os aparelhos invisíveis, feitos com uma espécie de plástico transparente que se amolda nos dentes. “Depois do molde dos dentes do paciente pronto, um computador simula a correção dos dentes, colocando na posição certinha e imprime os aparelhos invisíveis”, explica.

Gisele Bündchen é adepta do aparelho invisível

 “O tratamento é composto por uma sequência de várias placas, cada uma deve ser usada a cada 15 dias”, diz.

 Personalizado

O aperfeiçoamento das técnicas mostra que nunca é tarde para corrigir problemas como dentes tortos ou mordida errada. Os aparelhos estão mais confortáveis do que nunca e os tratamentos cada vez mais personalizados.

“Nós estamos vivendo uma nova Era na ortodontia, com novos aparelhos e tratamentos que usam tecnologia que tratam de acordo com o limite de cada corpo, e sempre respeitando o paciente”, finaliza a Dra. Savana Maia.

Pesquisa concluída

Professora da Universidade Federal do Amazonas, a dentista amazonense Savana Maia acaba de concluir o doutorado em Ortodontia pela Universidade Estadual de São Paulo (UNESP/Araraquara). A pesquisa de doutoramento de Savana abordou a evolução dos tratamentos ortodônticos, e foi o primeiro trabalho brasileiro a testar o uso do aparelho Herbst em adultos.

Durante o período da pesquisa, foram observados 60 pacientes com mordida errada classe II, a mais comum nos consultórios. Eles têm a boca “bicuda” e queixo para dentro. O projeto teve apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (FAPEAM).