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A nova teia do Homem-Aranha

“O espetacular Homem-Aranha” é o novo título do super-herói nos cinemas, que teve pré-estreia esgotada em Manaus 05/07/2012 às 09:06
Show 1
Andrew Garfield vive o Homem Aranha no novo filme da saga do super-herói da Marvel
Virgílio Simões ---

Sem dúvida, um dos lançamentos mais aguardados do ano, por fãs de quadrinhos e filmes de aventura, chama-se “O espetacular Homem-Aranha”. O longa-metragem reinicia a série cinematográfica do super-herói aracnídeo, criado nos anos 1960 para a Marvel Comics por Stan Lee e Steve Ditko (e, dizem, com uma “forcinha” de Jack Kirby). Apenas cinco anos após o último “Homem-Aranha 3”, a produtora Sony resolveu renovar tudo na franquia: novo elenco, diretor e enfoque na história, que agora explora mais a adolescência e o mistério sobre os pais do personagem.

Até então os fãs pareciam se dividir em termos de expectativas. Como a melhor forma de tirar conclusões é vendo de perto, acompanhamos a primeira pré-estreia do filme, realizada anteontem, numa das salas 3D do complexo Cinemais Millenium. Os ingressos esgotaram com bastante antecedência, e uma fila já ocupava o salão de espera uma hora antes do início da sessão. Ninguém compareceu fantasiado como o herói, mas muitos vestiam camisetas de personagens de quadrinhos.

Ultimate Marvel
Um deles foi Antônio Rodrigues, estampando um CH do Chapolin Colorado no peito e uma tattoo do Superman na perna direita. Ele gostou da proposta do reboot: “Li críticas positivas e negativas na Internet, mas poucos conhecem as histórias em quadrinhos. O cinema é uma fábrica de dinheiro, e as produtoras sempre querem atrair um público novo. Acho que eles levaram a série até onde deu e agora resolveram recomeçar”. Sobre as diferenças na história, comentou: “Eles agora se inspiraram mais no universo Ultimate do herói, focando nos pais. Resgataram a Gwen Stacy, amor da juventude de Peter Parker, e o herói voltou a ser brincalhão, quando veste a máscara”. Rodrigues também aprovou a escolha do vilão, o Lagarto: “Quero ver se ele vai falar”. E para vilão numa sequência? Ele aposta no Electro.

Fidelidade x inovação
Os amigos Bruno, Érika, Yuri e Rafael chegaram cedo para garantir os ingressos. Todos são fãs do personagem, e gostaram da renovação. “O primeiro filme começou a onda de adaptações dos heróis para o cinema, mas o terceiro foi meio confuso, com vilões demais. É bom que eles façam três filmes e depois recomecem tudo, com uma nova abordagem. Acho interessante eles mostrarem mais sobre os pais do Peter Parker”, declarou Yuri. Bruno, por sua vez, acha que os roteiros deviam ser mais fiéis às HQs, mas até o início da sessão mantinha boas expectativas: “Quero ver principalmente as cenas de ‘voo’ do herói”.