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A puberdade e as dúvidas na cabeça das meninas

Muitas garotas, mesmo com a avalanche de informações da atualidade, ainda possuem dúvidas acerca das DST’s e da primeira relação sexual 15/10/2012 às 11:24
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Primeira ida ao ginecologista é essencial para as adequadas orientações
acritica.com Manaus, AM

Quando a pré-adolescência chega na vida das meninas, novos sinais dão indício de mudanças no corpo feminino. O espírito infantil é deixado para trás e dá forma ao desabrochar da juventude. Porém, muitos são os questionamentos que pairam sobre a cabeça das meninas quando a tão famosa puberdade se aproxima.

Pediatras em ação

A detecção dos sintomas da puberdade nas meninas pode ser feito previamente por pediatras, de acordo com a ginecologista e obstetra Dra. Christiane Curci Regis, graduada em medicina pela Faculdade de Vassouras e com especialização em ginecologia e obstetrícia cursada na Real e Benemérita Sociedade Portuguesa de Beneficência de São Paulo.

“O pediatra é quem deve acompanhar os primeiros sinais no corpo da menina, a menstruação, por exemplo, se manifesta cerca de dois anos antes de acontecer o sangramento. O surgimento de pelos e mamas são os principais indícios da mudança de fase”, assegurou a médica.

Internet e informação

Com o advento da internet, as meninas conseguem se manter bem informadas sobre as primeiras mudanças do corpo. Mas a rede mundial de computadores não deve ser tomada como verdade absoluta, e o acompanhamento ginecológico se faz amplamente necessário. Muitas garotas, mesmo com a avalanche de informações da atualidade, ainda possuem dúvidas acerca das DST’s e da primeira relação sexual.

Vacina contra o HPV

A Vacina Quadrivalente, que atua contra as infecções por HPV está no Brasil há um ano, e combate os quatro principais tipos do vírus, o 6, 11, 16 e 18. O medicamento pode ser tomado por meninas entre 9 e 26 anos.

“O HPV é o grande vilão da sociedade, estima-se que cerca de 80% da população está contaminada. Este número só será reduzido quando as meninas forem vacinadas antes da primeira relação”, lembrou a doutora.

Privacidade como direito

Porém, a médica ressaltou que o diálogo entre a jovem e o ginecologista é particular, até pela importância das orientações prestadas e pelo acompanhamento adequado às transformações da vida da mulher.