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Acompanhamento para o estudo e a vida

Mesmo em tempos corridos como o nosso, pais não medem esforços para dedicar parte do tempo acompanhando o estudo dos filhos. O cuidado é para não "ajudar" demais 18/03/2012 às 20:39
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Eric e Marilda fazem "revezamento" para acompahar de perto o estudo da filha Juliana
Felipe de Paula Manaus

Cada vez mais exigente e acelerado, o mundo de hoje tem como recurso mais escasso o tempo. Mas, mesmo diante de um turbilhão de compromissos, pais e mães se desdobram para atender uma das demandas mais importantes da infância: o  acompanhamento do estudo dos filhos, a pedra fundamental do desenvolvimento intelectual dos pequenos.

O administrador Eric Teixeira conta que ele e a esposa, Marilda, chegaram a fazer uma espécie de revezamento para estar sempre atentos ao que a filha, Juliana, estudava na escola. Ele revela que os dois até dividiam os conteúdos em que ora ele, ora a esposa, ajudariam a filha, caso tivesse dúvidas. “A gente procurava os conteúdos passados pela escola para ensiná-la de maneira mais didática, quando preciso”, explica o pai.

Ele diz ainda que procura não usar o sistema de compensação para incentivá-la a estudar. “Nós sempre colocamos muito no nível da conversa, da necessidade de estudar pra vida profissional e  pras relações humanas, mas nunca em forma de compensação”, diz ele, sem que isso excluía, é claro, algum mimo. “No final do ano, eventualmente, podemos presenteá-la, mas não como uma compensação, e sim como um incentivo”, afirma.

Sem Recuperação

Sobre isso, a educadora Mariluci Pinheiro tem o mesmo pensamento. Para ela, o estudo é “inegociável” e o filho deve aprender a lidar com suas obrigações, já  que o que vem em troca vai  muito além de qualquer bonificação imediatista. “Os compromissos da escola vão servir para a vida, que nem sempre dá algo em troca para o que fazemos”, ensina. “E a vida é uma escola sem recuperação”, assevera.

Mudança de Hábito

Já a engenheira civil Danielle Maués Lopes decidiu por ser ainda mais radical. Com intuito de acompanhar mais de perto a educação escolar dos três filhos, Eduardo, Ricardo e Manuela, ela abriu mão de meio período de trabalho e passou a dedicar o tempo exclusivamente  para os três, que estão em idade escolar.

“Eu reformulei meu conceito de ‘perda’. Não acho que esteja perdendo tempo, nem dinheiro, estou investindo no futuro dos meus filhos”, conta ela, que revela usar de alguns métodos, como escolher uma hora e local certo para o estudo, para criar o hábito nos filhos. “São rotinas para facilitar a criação de um hábito de estudo, não para robotizar as crianças”, justifica a mãe, que se preocupa, ao mesmo tempo, em não exagerar na dose e “ajudar” demais os filhos nas tarefas.