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Adeptos e especialistas dão dicas de cuidados com tatoos no verão

Dani Bolina, Penélope Nova, tatuadores e uma dermatologista revelam cuidados essenciais para evitar que o sol prejudique as tatoos 13/02/2012 às 12:42
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Dani Bolina e o namorado, juntos, possuem mais de 60 tatuagens
Uol Verão ---

O casal de modelos Dani Bolina e Mateus Verdelho soma junto mais de 60 tatuagens. Enquanto ela prefere os desenhos pretos e sombreados – como a flor que cobre todo o ombro direito – ele coleciona as chamadas “old school tattoos”, que são ilustrações inspiradas nos temas náuticos, bem coloridas.

“Na praia o Mateus sempre pega no meu pé porque esqueço de passar protetor nas tatuagens”, conta Dani. “Meus desenhos são escuros, podem desbotar mais rápido. Ou pior, ficarem esverdeados!”

A preocupação da dupla faz todo o sentido. Verão e tatuagem nunca foram uma boa combinação, alertam os especialistas.

“Durante a exposição ao sol o corpo produz melanina, que é um pigmento natural que ‘compete’, digamos assim, com a cor da tatuagem”, explica Carolina Marçon, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). “Com a radiação, não tem jeito: os componentes da tinta depositada na pele podem escurecer ou amarelar”, completa.

Para amenizar o problema, a dermatologista indica não apenas o uso do filtro solar, mas do protetor físico mineral – conhecido popularmente como “bloqueador”.

“Mas nem todos os bloqueadores disponíveis no mercado são eficientes. Antes de comprar, vale verificar se na fórmula há óxido de zinco e dióxido de titânio”, aconselha Carolina. “São essas substâncias que oferecem maior proteção contra os raios solares”.

Sol X Tatoo

Dona de 24 tatuagens que cobrem os braços e descem pela barriga e pernas, a apresentadora Penélope Nova é da turma que procura os produtos com os fatores solares mais altos para preservar os desenhos.

“Minha preocupação não se restringe somente aos dias de praia. No verão, fico de protetor o tempo todo”, conta. “Até para dirigir passo o filtro nos braços”.

Penélope defende que os dias quentes não devem ser os escolhidos para se fazer uma tatuagem. “Quem é rato de praia só vai sofrer se fizer o desenho no verão. Tatuagem nova deve ficar bem longe do sol, não há outra opção”.

Conselho que o tatuador Luís Berbert, do estúdio carioca Banzai Tattoo, costuma dar aos clientes novatos. “A tatuagem é como um ferimento aberto na pele. Então, durante o processo de cicatrização, não é recomendado expô-la aos ambientes com bactérias, como areia e mar, ou ao cloro de piscinas”.

Átila Soares, tatuador do estúdio Led’s, de São Paulo, completa a lista de recomendações com o alerta. “O pior inimigo da tatuagem é o sol. Um desenho na pele é fácil de se escurecer. Mas clarear um desenho que foi escurecido pelo sol é missão impossível para qualquer tatuador”.