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Amazonenses são verdadeiras 'Damas de Ferro'

História de mulheres que fazem a diferença no trabalho, tomando decisões diárias que mexem com a vida de inúmeras pessoas 04/03/2012 às 19:46
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Corregedora Geral da Justiça, Socorro Guedes Moura, é um exemplo de "Dama de Ferro"
Luciana Santos Manaus

No filme “A Dama de Ferro”, a atriz Meryl Streep interpreta a toda poderosa ex-ministra britânica Margareth Thatcher, famosa pelo pulso firme com que conduziu a Inglaterra nos anos 80. Na semana em que se comemora o Dia Internacional da Mulher, o Vida&Estilo conta a história de três “damas de ferro” do Amazonas. Com atuação em áreas diferentes, Linda Gláucia de Moraes, Fabiola Bazi e Socorro Guedes  têm em comum com a ex-prêmier o poder de decisão em seus ambientes de trabalho e a certeza de que cada atitude tomada afeta a vida de inúmeras pessoas. 

Segurança

Formada em Direito pela Universidade Federal do Amazonas, Linda Gláucia de Moraes entrou para a Polícia Civil em 2001. Em 2006, tornou-se titular da Delegacia Especializada em apoio e Proteção à Criança e ao Adolescente (Deapca). Na especializada, ela lida diariamente com temas delicados, como abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes, e coordena uma rede de profissionais formada por assistentes sociais, psicólogos e investigadores, que busca minimizar os traumas vivenciados pelas vítimas.

“A defesa do direito das crianças e dos adolescentes é uma causa que eu realmente abracei. Eu não me vejo fazendo outra coisa. Eu estou à frente, mas existem muitas pessoas envolvidas, comprometidas, que fazem com que esse trabalho dê certo”, afirma.

Além de criar um ambiente menos intimidador para as vítimas, a delegada conta que nesses seis anos vem buscando dar celeridade às investigações. “Sentimento de impunidade é algo extremamente negativo. Procuro movimentar toda a equipe”, revela.

Educação

O maior projeto social da multinacional Nokia está localizado em Manaus e é dirigido há sete anos pela amazonense Fabiola Bazi. Formada em administração com ênfase em comércio exterior e com uma carreira com passagem por empresas do Pólo Industrial, ela conta que nunca havia imaginado administrar uma instituição de ensino. “Sem dúvida é um diferencial na minha carreira e eu me identifiquei com o Terceiro Setor, que é bastante complexo”,  observa.

A Fundação Nokia conta atualmente com 430 alunos no ensino médio. Além do corpo discente, que também inclui alunos de cursos de educação continuada, Fabiola comanda cerca de 100 colaboradores diretos. Para manter uma gestão de excelência, a administradora diz que utiliza  ferramentas baseadas em dados e fatos para tomar decisões, além de manter uma política de “portas abertas” com os colaboradores.

Nesse período à frente da Fundação Nokia, a diretora cita como seu principal projeto a profissionalização da gestão escolar da instituição. “Temos uma rotina baseada em planejamento estratégico, que inclui o cumprimento de metas e de objetivos, o que ainda não é muito comum em escolas”, afirma.

Justiça

Corregedora do Tribunal de Justiça do Amazonas há dois anos, a desembargadora Socorro Guedes, tem, dentre outras,  a missão de fiscalizar, orientar boas práticas e verificar denúncias de possíveis desvios funcionais de magistrados e de funcionários do Judiciário. “Tento desmistificar o papel do corregedor, que de certa forma ainda é incompreendida. Ele é, antes de tudo, um orientador”, ensina.

Na atual função, a desembargadora modernizou a corregedoria, que passou a digitalizar os processos, dando celeridade e segurança aos procedimentos. Outra meta é “quebrar as barreiras” existentes entra o setor e a sociedade. “Costumo ouvir as pessoas que me procuram no gabinete. Eu já fazia isso como ouvidora e sei que as pessoas  buscam essa atenção, esse comprometimento” revela.