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Um presente ou dois?

Saiba quais os dilemas para quem comemora o aniversário durante as festas de fim de ano

Eles precisam dividir as atenções com as confraternizações, viagens de amigos e até com o Papai Noel. Aniversariantes contam os principais problemas de nascer na epóca 24/12/2016 às 05:00
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Soprar as velinhas durante natal e ano novo não é tão fácil quanto parece (Imagem: Divulgação)
Juan Gabriel Manaus, AM

Para eles, é sempre a mesma coisa. Mais um ano de vida chega e dividir os holofotes seja com o bom velinho ou com os fogos de artifício na festa de réveillon continua não sendo tarefa fácil. Mas afinal, como eles encaram o fato de ter que dividir o aniversário com as festas de fim de ano?

Para o estudante Carlos Alberto Calderon, 21, fazer aniversário no primeiro dia do ano é ter a certeza de que ninguém vai te dar os parabéns tão cedo. “Uma vez fiquei com muita raiva dos meus pais. Nós estávamos em uma festa de réveillon e quando deu meia-noite todo mundo comemorou o ano novo. Nem eles, nem ninguém deram a mínima de lembrar que era meu aniversário também”, revela o jovem.

Depois de tanta comemoração na noite do dia 31, conseguir reunir os amigos para comemorar mais um ano de vida no dia seguinte era outro problema. Carlos conta que com o tempo acabou aprendendo a lidar com a situação. “Era difícil, quase ninguém ia quando marcava festa para o dia 1. Depois comecei a fazer minha festa de aniversário uns dias depois do ano novo ou uns dias antes.”

E é nesse clima de ano novo que a cuidadora de idosos Regina Brandão comemora seu aniversário há 56 anos. Nascida no dia 31 de dezembro, ela conta que o maior problema de nascer na data foi justamente o momento do parto. “Meu pai havia ido tocar em uma festa e mamãe não tinha coragem de dizer que estava com dores e nem ir ao hospital sem ele. Quando não deu pra aguentar a dor tiveram que chamar uma parteira e por ser ano novo, foi muito difícil encontrar uma, mas no fim deu tudo certo.”

Para ela, as dificuldades só ficaram no processo do parto. Dali em diante, o momento é sempre de agradecer. “Eu sou feliz de ter nascido nessa data, é uma data de festa, de comemoração em qualquer lugar do mundo. Me sinto privilegiada por Deus por ter vindo ao mundo nesse dia.

Se já é difícil para os que nascem durante o ano novo, quem acabou vindo ao mundo na véspera de natal ainda precisa enfrentar mais um problema: Encontrar um espaço na ceia para assoprar as velinhas. O garçom Ewerton Ribeiro, 22, sabe bem o que é isso, mas garante que a família ajuda a tirar o problema de letra. “A vantagem é que todo ano nunca sou esquecido. Sempre há uma comemoração, uma festinha por mais simples que seja”, explica.

Para o garçom, mais complicado do que comemorar o aniversário no dia 24 de dezembro é o dilema que os amigos e familiares enfrentam ano após ano. Afinal, dar dois presentes, um para cada data ou apenas um que sirva para as duas ocasiões?  “Dizem que para quem nasce na véspera de natal é muito aquela história de que se pode ganhar dois presentes né? Pois nunca ganhei (risos). Os familiares dão apenas um presente que já é de aniversário e de natal”, Desabafa.