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CELEBRAÇÃO

Arnaldo Garcez comemora 40 anos de carreira artística com exposição no Icbeu

Exposição Suíte das Cores vai de 18 de abril até 10 de maio na Galeria de Artes do Icbeu, na Av. Joaquim Nabuco, no Centro. 18/04/2017 às 05:00
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Foto: Euzivaldo Queiroz
Mayrlla Motta Manaus (AM)

Para comemorar 40 anos de carreira, o artista plástico Arnaldo Garcez expõe desta terça-feira (18) até 10 de maio a “Suíte das Cores” na Galeria de Artes do Icbeu Manaus, localizado na Av. Joaquim Nabuco, nº 1286, no Centro. A exposição comemorativa reúne 100 obras organizadas no saguão em forma de mosaico, que retratam as diferentes fases do trabalho de Garcez. 

De acordo com o artista esse trabalho tem sido desenvolvido desde o inicio do ano. “Esse é um ano muito especial. Então como toda a minha história começou em Manaus, este ano eu resolvi fazer essa exposição comemorativa nesta cidade. Dentro desses 40 anos, trouxe aqueles temas na qual abordei. Já fiz trabalhos em carvão, série sobre mulheres, bicicletas, política e burocratas, dança, música, bares, até chegar ao fim da exposição com pinturas abstratas”, disse o artista que estudou desenho, pintura, escultura e gravura na Escola de Artes Visuais do Parque Lage, no Rio de Janeiro.

A inauguração da exposição será nesta noite, a partir das 19h30, e além de marcar as quatro décadas de trabalhos artísticos de Arnaldo, o evento comemorará também a nova idade do amazonense. São 40 anos de carreira e 60 de idade. A soma dos números é a quantidade de obras expostas na Galeria, organizadas em forma de mosaico. “Essa composição de mosaico é para você olhar e ver que ainda não foi completado o ciclo. Você vê que ainda falta um espaço a ser completado porque a minha vida ainda não acabou”, definiu  

Sobre as obras

As obras expostas por Garcez carregam em si significados e traços marcantes, permitindo que a pessoa dialogue com a pintura. Um dos conjuntos expostos pelo Artista é sobre ciclistas. “O que você pode acentuar sobre essas obras são as cores. A grande ênfase da escola expressionista é não copiar e sim, interpretar. A minha interpretação dos ciclistas é o movimento, e com as cores faço o desenho. Não temos traços, temos manchas de cores, que se integram de acordo com a cor”, disse ele sobre.   

Na sequência, encontramos o conjunto de telas sobre as mulheres, onde ele reflete o olhar que tem para com elas. Outras obras que o enche de orgulho em mostrar à reportagem é sobre a música. “Essa série é uma das preferidas da exposição”, complementa.

Outra série é sobre o bar, na qual durante os 40 anos de trabalhos artísticos, o local foi bastante trabalhado por Garcez. Desta vez, o artista trouxe uma leitura diferente sobre o ambiente. “O bar não é simplesmente um lugar para beber. Ele é lugar para refletir. Você vai para paquerar, jogar suas mágoas fora, se divertir, e ao mesmo tempo vai para uma solidão profunda. No contexto do bar, ele é um das grandes razões de encontros e desencontros do ser humano. Não estou falando sobre o álcool, mas sim sobre o ambiente. Essa é a minha leitura sobre ele”, explica o artista que estudou sobre o Expressionismo alemão, na Alemanha, em 1985.

 Entre outras, o artista também fala sobre a dança, mantendo a mesma grafia, para mostrar o lado mais intimista dessa arte. Ao fim da exposição, ele traz quadros para recriar o universo do pensamento. “Se você olhar, verás um monte de coisa. Mas eu quis abstrair tudo para começar tudo de novo. Neste espaço se encerra o ciclo dos 40 anos”, finalizou.